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Justiça do Paquistão destitui premiê por escândalo ligado aos 'Panama Papers'

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Suprema Corte do Paquistão desabilitou o primeiro-ministro Nawaz Sharif nesta sexta-feira (28) por um caso de corrupção revelado no ano passado pela investigação internacional conhecida como "Panama Papers". O mandatário nega as acusações, mas respeitou a decisão judicial e deixou o cargo.

O afastamento foi aprovado pelos cinco juízes da Suprema Corte. Manifestantes ligados à oposição comemoraram a decisão do lado de fora do tribunal, em Islamabad.

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Agora, Sharif deverá ser formalmente julgado pelas suspeitas de que sua família tem vínculos com empresas em paraísos fiscais.

O partido de Sharif, a Liga Muçulmana do Paquistão - Nawaz, deverá indicar alguém para ocupar o cargo de primeiro-ministro até as eleições de 2018.

Desde 1971, nenhum primeiro-ministro paquistanês chegou a completar um mandato de cinco anos. A maioria teve sua gestão interrompida pelo Exército ou pela Suprema Corte. Outros foram expulsos por seu próprio partido, forçados a renunciar, ou assassinados.

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O próprio Sharif não completou outros dois mandatos como chefe de governo. Após chegar ao poder em 1990, ele teve de renunciar em 1993, também por acusações de corrupção. Um segundo mandato iniciado em 1997 foi interrompido em 1999 por um golpe militar. Sharif ficou vários anos exilado na Arábia Saudita.

Esta é a segunda vez na história do Paquistão que um primeiro-ministro é destituído por intervenção do Supremo estando no cargo. A primeira vez remonta a 2012, quando o tribunal condenou o então primeiro-ministro, Raza Gilani, por obstrução da Justiça ao se negar a reabrir uma investigação por corrupção contra o então presidente, Asif Zardari.

PANAMA PAPERS

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Sharif foi um dos nomes expostos pelo escândalo de corrupção revelado em 2016 pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos. A investigação teve como base mais de 11 milhões de documentos do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca, que estaria vinculado à criação de empresas offshore -daí o nome "Panama Papers".

Os documentos revelaram que o líder paquistanês usou o nome de seus filhos na década de 1990, quando eram menores de idade, para comprar propriedades em Londres por meio de empresas offshore. Ele nega irregularidades.

Além de Sharif, foram mencionados nos "Panama Papers" negócios de pessoas próximas, por exemplo, do ex-ditador do Egito Hosni Mubarak e do presidente russo, Vladimir Putin, além da empreiteira brasileira Odebrecht. O escândalo já derrubou o premiê da Islândia, Sigmundur Gunnlaugsson.

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