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ATUALIZADA - Temer escolhe jornalista Sérgio Sá Leitão para Ministério da Cultura

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BRUNO BOGHOSSIAN E GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Michel Temer escolheu o jornalista Sérgio Sá Leitão para comandar o Ministério da Cultura. A pasta estava sem titular desde maio, quando Roberto Freire (PPS) pediu demissão após a crise política aberta pela delação da JBS.

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Sá Leitão foi secretário municipal de Cultura do Rio, na gestão Eduardo Paes (PMDB), diretor da Ancine (Agência Nacional do Cinema) e chefe de gabinete do Ministério da Cultura no período em que a pasta foi comandada por Gilberto Gil.

O presidente era pressionado por seus aliados a fazer uma indicação política para o ministério, mas seus auxiliares tinham receio de uma reação negativa da classe artística, que faz constantes críticas ao atual governo e defende a saída de Temer do cargo.

Temer chegou a sondar a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), que comandou a pasta no governo Dilma Rousseff, mas ela não aceitou voltar ao posto.

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A escolha de Sá Leitão, segundo assessores presidenciais, atende a cobranças para que o ministério fosse comandado por um nome com experiência no setor cultural, mas que também detenha entrada no meio político. O novo ministro tem boa relação, em especial, com o PMDB do Rio.

Sá Leitão será o terceiro titular do Ministério da Cultura em pouco mais de um ano de governo Temer. Além de Roberto Freire, também comandou a pasta o diplomata Marcelo Calero, que pediu demissão em novembro ao acusar o ex-ministro Geddel Vieira Lima de pressioná-lo para liberar a construção de um edifício nos arredores de uma área tombada de Salvador.

Quando assumiu interinamente a Presidência, em maio de 2016, Temer chegou a extinguir o Ministério da Cultura, que virou uma secretaria vinculada ao Ministério da Educação. Após protestos de artistas e gestores públicos, o presidente decidiu recriar a pasta, que foi entregue a Calero.

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A relação do governo Temer com a classe artística tem sido marcada por protestos. Em setembro, Marcelo Calero, então ministro, foi xingado de "golpista" pela plateia de um festival de cinema em Petrópolis, no Rio, e abandonou o evento. Meses depois, Freire foi vaiado na entrega do Prêmio Camões e criticou o homenageado do evento, o escritor Raduan Nassar.

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