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Ao menos um morador de rua morre após tarde mais fria do ano em SP

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PAULO GOMES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Durante a tarde mais fria do ano, a segunda mais fria em 13 anos, ao menos um morador de rua foi encontrado morto sem sinais de violência. Às 16h30 desta terça-feira (18), a Polícia Militar recolheu o corpo de um desabrigado no cruzamento da rua Teodoro Sampaio com a avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste da capital. Conforme a PM, não havia qualquer sinal de violência, um indicativo de que a morte pode ter sido em decorrência da baixa temperatura.

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Houve ainda, segundo o padre Julio Lancellotti, da Pastoral de Rua, uma segunda morte nesta terça nas mesmas circunstâncias e na mesma região, em frente à Faculdade de Medicina da USP. Esta, sem confirmação da PM até a publicação deste texto.

"É aquela história, no o IML vai dar ataque cardíaco ou tuberculose, porque hipotermia não é patologia. Não se morre de frio", diz, em tom irônico, citando artigo publicado na Folha de S.Paulo durante a onda de frio do ano passado, sobre mortes por hipotermia (drástica redução da temperatura corporal).

Em 2016, ao menos seis moradores de rua morreram no período de frio entre junho e julho. Neste ano, há pelo menos mais uma morte sob suspeita de ter sido causada pelo frio, em 10 de junho.

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Em meio às baixas temperaturas deste início de semana, a procura em abrigos da prefeitura aumentou. Segundo Lancellotti, a operação de emergência da administração municipal ainda não atende toda a demanda. "Acabei de entregar um na Missão Belém com sinais de hipotermia", disse à reportagem, por volta da meia-noite desta quarta-feira (18).

"Encontrei outro na praça da Armênia que não queria se movimentar, mas conseguimos aquecê-lo. Tem muita gente na rua. Passei embaixo do Minhocão, tem muita gente. Lá, na Armênia, na praça Marechal Deodoro, no parque da Mooca", afirma Lancelotti, que diz ter falado com o prefeito João Doria (PSDB) sobre o tema. O padre afirma ter feito pessoalmente um pedido ao tucano para que o decreto sobre a remoção de pertences dos moradores de rua seja obedecido. "O 'rapa' tem sido inclemente", diz.

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