ATUALIZADA - EUA ampliam sanções ao Irã apesar de acordo
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após o presidente americano, Donald Trump, reconhecer que o Irã "cumpre as condições" do acordo nuclear firmado com o país em 2015, Washington anunciou nesta terça-feira (18) novas sanções contra Teerã.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, as sanções serão implantadas por causa do programa iraniano de mísseis balísticos e pelo "apoio de Teerã a grupos terroristas" no Oriente Médio.
As sanções atingem indivíduos e entidades que, segundo o governo Trump, são apoiadores do programa de mísseis de Teerã ou da Guarda Republicana.
Antes, Trump havia se afastado da promessa de campanha de suspender o acordo nuclear com o Irã ao anunciar que manterá o tratado, ao menos por ora. Sob os termos, Teerã reduziu a produção de material nuclear em troca da suspensão de sanções econômicas.
"As condições", segundo um funcionário da Casa Branca, "foram cumpridas, com base em informação de que dispõem os EUA".
O chanceler iraniano, Mohamad Javad Zarif, afirmou na segunda-feira (17) que o governo Trump "envia sinais contraditórios" sobre a vontade dos EUA de manter o acordo nuclear.
Em comunicado divulgado nesta terça, a Chancelaria iraniana afirmou que vai retaliar a ação americana com sanções a cidadãos americanos "que tomaram medidas contra o Irã e outras nações regionais muçulmanas".
O nome dos americanos atingidos pelas sanções deve ser divulgado em breve.
O ministério classificou ainda a medida americana como desprezível e sem valor. Desde que o pacto entrou em vigor, em janeiro de 2016, o Executivo americano deve certificá-lo a cada 90 dias no Congresso, ou seja, confirmar que Teerã respeita os termos estabelecidos.
O governo Trump certificou esse acordo pela primeira vez em abril. Em maio, o republicano já havia dado continuidade à política de seu antecessor Barack Obama em relação à suspensão das sanções vinculadas ao programa nuclear.
Durante a campanha à Presidência no ano passado, Trump condenou o acordo nuclear com Teerã e prometeu renegociá-lo, sendo mais duro com os iranianos.