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EUA e UE ameaçam com sanções a Maduro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - EUA e União Europeia ameaçaram nesta segunda (17) impor sanções contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, caso ele mantenha a convocação de uma Constituinte. O ultimato veio um dia após milhões de pessoas rejeitarem a convocatória em plebiscito sem valor legal organizado pela oposição.

O chavista, porém, deu sinais de que não pretende recuar. Voltou a acusar os estrangeiros de ingerência no país -mesmo argumento usado para rebater as condenações pela violência nos protestos contra ele, que somam 96 mortos em 108 dias.

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A Casa Branca disse que tomará "ações econômicas fortes e rápidas" contra Caracas se a votação for mantida. "Os EUA não ficarão parados enquanto a Venezuela desmorona", diz o comunicado, que reitera o chamado de eleições "livres e justas" para "transformar o país em uma "democracia próspera e plena".

A chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini, disse que o bloco pode aplicar sanções contra o país se Maduro mantiver a eleição do próximo dia 30.

"Convocar essa Assembleia Constituinte corre o risco de polarizar mais o país e de aumentar a confrontação."

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A punição é solicitada pela Espanha, que, junto com a Alemanha, pediu que Maduro repense a decisão de manter a eleição da Constituinte.

Os cumprimentos aos participantes do plebiscito também vieram de desafetos regionais do chavismo, como o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, e a Argentina.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro considerou o alto comparecimento "uma mostra inequívoca da vontade" dos venezuelanos de restaurarem o Estado de Direito e pediu o cancelamento da votação.

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As reações começaram horas após a divulgação dos resultados da consulta que, segundo a comissão organizadora, teve 7.186.170 votos, o equivalente a 36% do eleitorado e metade dos votantes na eleição parlamentar de 2015, vencida pela oposição.

Ainda no fim da tarde do domingo, o instituto de pesquisa ORC, independente, divulgou uma boca de urna em que estimava 4 milhões de participantes. Naturalmente, chavistas não compareceram.

Maduro reiterou a posição de que a troca da Constituição "consolida a independência e a soberania" do país e atacou a reação estrangeira, pondo Mogherini como alvo.

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"A Venezuela é um país livre e soberano e ninguém nos dá ordens! Federica, você se enganou. A Venezuela não é colônia da União Europeia!"

Ele não havia comentado as declarações de Trump até as 20h.

PROTESTOS

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Nesta segunda, a coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) anunciou uma agenda de medidas da "hora zero", como chama a resposta aos participantes do plebiscito que convocou.

O vice-presidente da Assembleia Nacional, Freddy Guevara, convocou os votantes a registrarem na quarta (19) a intenção de convocar um governo de união e a uma greve geral na quinta (20).

Enquanto isso, o governo manteve a campanha para desestimar o plebiscito. Um dos principais líderes chavistas, Jorge Rodríguez acusou a oposição de ter triplicado o número de votantes e a atacou por fazer a consulta sem a relação oficial de eleitores.

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"Eles nem sabiam quem tinha direito a votar. Votaram crianças de dez anos, brasileiros, americanos", disse. O Conselho Nacional Eleitoral não forneceu as atas à MUD.

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