TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Acusados de golpe turco deveriam usar uniforme de Guantánamo, diz Erdogan

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse neste sábado (15) que os acusados da tentativa de golpe que sofreu há um ano deveriam usar nas cortes uniformes laranjas iguais aos prisioneiros da base americana de Guantánamo.

A declaração aludia a um dos presos na intentona, que foi a um tribunal com uma camiseta com a palavra "hero" (herói, em inglês). "Estes ainda são bons tempos para os membros da Organização Terrorista Gulenista."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

O governo usa o termo para se referir ao movimento Hizmet, liderado pelo clérigo Fethullah Gülen, a quem Erdogan responsabiliza pelo tentativa de derrubá-lo. O líder religioso, que mora nos EUA, nega qualquer envolvimento.

Este foi um dos trechos do discurso inflamado que fez a milhares de seguidores que se reuniram em Istambul para celebrar um ano da vitória no golpe. Ele voltou a declarar apoio à pena de morte aos supostos envolvidos.

"Antes de mais nada, cortaremos a cabeça destes traidores", disse, em referência ao projeto de lei pela volta da pena capital. "Se [a pena de morte] chegasse a mim depois de ter passado pelo Parlamento, a aprovaria."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O líder ainda comparou a vitória ao processo de independência da Turquia (1919-1923) e afirmou que "os cidadãos turcos, seguindo meu chamado pela resistência, salvaram o futuro do país".

No evento, ele inaugurou um monumento em homenagem às 249 pessoas mortas na intentona. Também mudou o nome da Ponte do Bósforo, a primeira que atravessou o estreito, para Ponte dos Mártires de 15 de Julho.

Antes de subir ao palco para o discurso, passou pela multidão junto com crianças e parentes dos mortos no golpe frustrado, que levavam bandeiras turcas. Houve comemorações na capital, Ancara, e em outras cidades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CERCO

Neste último ano, 55 mil pessoas foram presas e 140 mil funcionários públicos foram demitidos, incluindo militares, professores e juízes, por suposta relação com o movimento liderado pelo clérigo Fethullah Gülen.

Além do expurgo no Executivo, líderes de partidos da oposição também estiveram entre os presos. O cerco atingiu também a imprensa, levando ao fechamento de 149 meios de comunicação e à detenção de 269 jornalistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Turquia se mantém em estado de emergência desde a intentona. O movimento também serviu para que Erdogan impulsionasse um plebiscito em abril para aumentar seus poderes -o presidente venceu por margem apertada.

Para dois partidos da oposição, o governo turco perdeu a oportunidade de unir o país. O líder do Partido Republicano do Povo, Kemal Kilicdaroglu, criticou as investigações e o fato de o governo continuar em emergência.

O vice-presidente do Partido Democrático do Povo, aliado da minoria curda, afirmou que o expurgo atingiu pessoas contrárias ao golpe e opositores políticos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV