TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Governo britânico publica proposta de lei que revoga união com a UE

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÓ PODE SER REPRODUZIDA COM ASSINATURA

LEÃO SERVA

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - O governo britânico divulgou na manhã desta quinta-feira (13) a proposta da chamada "Repeal Bill", a lei de revogação (da relação com a União Europeia), que marca o início da discussão da legislação necessária para o "brexit". Ela prevê que nos próximos dois anos cerca de 19 mil leis europeias sejam "copiadas e coladas" no aparato jurídico britânico, para que não existam áreas descobertas de legislação no dia em que a saída da Europa se completar, em março de 2019.

Embora seja fundamental para o perfeito funcionamento das instituições britânicas, a tramitação da lei tem tudo para se tornar um pesadelo para o governo conservador nos próximos dois anos. O ministro para o "brexit", David Davis, pediu a ajuda de todos os partidos para aprovar a medida em nome do interesse nacional.

A oposição liderada por Jeremy Corbyn, imediatamente reagiu dizendo que tal como foi proposta, a lei não será aprovada. Os trabalhistas exigem seis mudanças importantes. O líder dos liberais-democratas disse que a tramitação vai ser "um inferno". Os chefes dos governos locais da Escócia e do País de Gales protestaram contra a deliberação em Londres de leis que, entendem, deveriam ser aprovadas no Parlamento de cada país do Reino.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vai ser realmente um inferno: bastam sete dissidentes do partido Conservador para derrotar o governo. E o governo vem dando mostras de estar realmente muito dividido sobre a questão europeia. Diante de tantas medidas a serem discutidas, é fácil imaginar derrotas ou obstruções.

O governo conta com uma possibilidade formal de administrar por uma espécie de medida provisória, um recurso que dá poderes presidencialistas aos ministros parlamentaristas, criado pelo rei Henrique 8º (1491-1547), famoso por ter-se casado seis vezes e por ter criado a Igreja Anglicana. Theresa May conseguiria governar por essa forma de decreto, sem precisar submeter todas as leis ao Parlamento, se tivesse obtido na eleição de 8 de junho a maioria parlamentar que sonhava. Mas agora tem um governo de minoria, com apoio do nanico DUP (Partido Unionista Democrático), da Irlanda do Norte, que é contrário à sua visão mais radical do "brexit". Hoje, a ideia de um governo com poderes especiais não tem apoio nem mesmo de seu partido.

Um exemplo do clima tenso no Parlamento em relação ao "brexit" foi a medida, anunciada no início da semana, de revogação da participação inglesa na agência atômica europeia. O governo rescindiu o vínculo por uma decisão interna. Mas material radioativo tem uso medicinal, é questão de saúde pública. Até mesmo deputados conservadores vieram a público para protestar contra a falta de transparência, dando munição à oposição trabalhista para exigir a publicação das consultas feitas à área de saúde do governo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A principal mudança que os trabalhistas exigem no texto da "Repeal Bill" é a garantia de que a lei de direitos dos cidadãos europeus, que contém leis trabalhistas, seja copiada para a legislação britânica (na Inglaterra, as regras sobre trabalho são fruto de negociação entre patrões e empregados). O governo não incluiu essa legislação na previsão de incorporação. Os conservadores alegam que os direitos consagrados dos britânicos contemplam tudo que está na regra europeia. Não é o que acha a oposição.

A tramitação da lei será um teste permanente para a primeira-ministra Theresa May ao longo dos próximos dois anos. O jornal "Financial Times" publicou quarta-feira que ela já se prepara a eventualidade de ser derrotada. Para os seus adversários, a chance é exatamente derrubar no Parlamento algum aspecto mais polêmico da lei publicada nesta quinta-feira.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV