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MP da Venezuela acusa parentes de ex-ministro por elo com caso Odebrecht

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Ministério Público da Venezuela apresentou nesta quarta-feira (12) a acusação formal das duas primeiras pessoas por envolvimento nos casos de corrupção relacionados à construtora brasileira Odebrecht.

María Eugenia Baptista e Elita del Valle Zacarías são a mulher e a sogra de Haiman El Troudi, ministro de Transporte e Obras Públicas entre 2013 e 2015, os dois primeiros anos do governo do presidente Nicolás Maduro.

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Segundo o órgão, elas são acusadas de violar a Lei Anticorrupção e deverão depor no dia 27. Os detalhes e o motivo pelo qual as duas foram incluídas no caso Odebrecht, no entanto, não foram divulgados.

El Troudi negou que as duas tivessem relação com os crimes e pediu que sua família seja preservada. "Como este caso é principalmente político, sou eu quem deve se apresentar ao gabinete da procuradoria-geral", disse.

As acusações são reveladas um dia após a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, dizer que anunciaria os nomes dos envolvidos no escândalo com a empreiteira, que revelou ter pago US$ 98 milhões de propina na Venezuela.

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O montante é o segundo entre os 13 países em que a construtora entregou, superado apenas pelo desembolsado no Brasil. Embora os crimes tenham sido descobertos em janeiro, as investigações avançam lentamente.

As irregularidades foram descobertas em obras inacabadas e paralisadas, incluindo dois projetos de linhas de metrô em Caracas. Na revelação do escândalo, o governo afirmou que tocaria os projetos com recursos locais.

Ortega Díaz avança com as investigações em conflito com Maduro devido à convocação da Constituinte. O governo deseja a saída da procuradora-geral e o Tribunal Supremo de Justiça avaliará sua destituição nos próximos dias.

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Nesta quarta, o presidente acusou a comandante do Ministério Público de "encobrir o crime e a conspiração", como chama dos protestos de seus adversários contra seu governo, e de agir em nome de interesses estrangeiros.

Ele a acusou de não abrir processos nos casos de mortes em manifestações que o governo atribui a opositores. "É agente de fatores estrangeiros para que não haja justiça e para encobrir o que teve que tapar", disse.

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