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SUS pretende zerar demanda de cirurgias cardíacas em recém-nascidos

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PAULO GOMES

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dos cerca de 2 milhões de brasileiros que nascem a cada ano, em média 1% tem cardiopatia congênita (doenças do coração de nascença). As cardiopatias congênitas são a terceira maior causa de morte no primeiro mês de vida no país, segundo dados do Ministério da Saúde.

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Para encerrar o problema, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (11), um plano para ampliar ainda neste ano as cirurgias cardíacas pediatras no SUS em 30%.

Do total de nascidos em território nacional, estima-se que 80%, algo em torno de 23 mil, precisem de intervenção cirúrgica cardíaca em algum momento da vida -metade deles, ainda no primeiro ano. Hoje, o SUS (Sistema Único de Saúde) realiza operações de coração em 9,2 mil crianças por ano. Com o plano, a proposta é dar conta da demanda, chegando a 12,6 mil crianças atendidas por ano.

AUSTERIDADE

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Para contemplar as 12,6 mil cirurgias, o ministério vai destinar mais R$ 39,3 milhões ao montante responsável para cirurgias cardíacas pediátricas, totalizando R$ 91,5 milhões por ano para este fim. Segundo o ministro Ricardo Barros, foram tomadas medidas de austeridade para permitir o repasse. "O subfinanciamento do SUS está visível e nós precisamos enfrentá-lo com os recursos que temos", disse o ministro no evento de lançamento, no Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas), em São Paulo.

"Se nós queremos ampliar o acesso, nós temos que comprar mais barato", afirmou Barros. Há uma alteração na forma de financiamento federal. O repasse deixa de ser feito por meio do Teto da Média e Alta Complexidade e passa a ser pelo Faec (Fundo de Ações Estratégicas e Compensação). Para o secretário da Saúde do Estado de São Paulo, David Uip, o Faec tem "duas grande vantagens", por ser "extrateto e específico" (para essa finalidade).

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