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Órgão eleitoral simulará votação no dia de plebiscito opositor na Venezuela

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O CNE (Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela) fará uma simulação da votação para a Assembleia Constituinte no próximo domingo (16), mesmo dia do plebiscito extraoficial da oposição contra a troca da lei máxima do país.

O evento do CNE, anunciado nesta segunda (10), é mais uma tentativa dos partidários de Nicolás Maduro de medir forças com os rivais, situação comum nos mais de cem dias de manifestações, que já deixaram 93 mortos.

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Segundo a presidente do órgão, Tibisay Lucena, o exercício para a votação de 30 de julho será feito com mais de 2.000 urnas eletrônicas a serem abertas em seções eleitorais de todo o país. A localização dos centros, no entanto, não foi divulgada.

A simulação é praxe no processo eleitoral venezuelano, mas a coincidência na data desperta a preocupação de que haja confrontos nas ruas devido à possibilidade de encontro entre militantes chavistas e da oposição.

Porém, o representante da coalizão opositora MUD (Mesa de Unidade Democrática) no CNE, Vicente Bello, considera que o exercício não deverá atrapalhar a consulta, já que eles não usarão os mesmos centros de votação.

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Com a consulta, os adversários de Nicolás Maduro desejam perguntar aos venezuelanos se rejeitam a Constituinte convocada por Maduro em maio e concordam que a Assembleia Nacional inicie uma renovação dos poderes.

A votação foi considerada não oficial pelo CNE, cuja diretoria é composta na maioria por governistas. A oposição se recusou a participar da votação para compor a Assembleia Constituinte por considerá-la uma fraude.

O governo considera a iniciativa "o único caminho para a paz", mas até chavistas condenaram a convocação. Dentre eles, a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que passou a ser alvo de um processo para sua destituição.

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PROTESTOS

O anúncio foi feito após mais um dia de protestos em todo o país. Desta vez, a oposição tentou fechar as ruas das maiores cidades para uma paralisação em repúdio ao governo e à Assembleia Constituinte.

Em Valencia, no Estado de Carabobo, um adolescente de 16 anos foi morto após ser atingido por disparos de arma de fogo. O Ministério Público investiga quem foi o responsável pelo tiro que matou o manifestante.

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O governo afirma que sete guardas nacionais ficaram feridos na explosão de uma bomba de fabricação caseira em Caracas. Outros dois membros das forças de segurança teriam sido baleados em cidades do Estado de Miranda.

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