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Oito camionetes do Ibama são incendiadas em ataque no Pará

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FABIANO MAISONNAVE

TIBAU DO SUL, RN (FOLHAPRESS) - Em ação classificada como atentado pelo governo federal, oito camionetes destinadas ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) foram incendiadas na madrugada desta sexta-feira (7), às margens da BR-163, no sudoeste do Pará.

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Os veículos foram destruídos junto com a cegonheira que os transportava em Cachoeira da Serra, um distrito de Altamira perto da divisa com Mato Grosso e a 1.820 km de Belém. Outra cegonheira, que viajava em comboio, escapou do ataque e está numa base militar na região.

O sudoeste do Pará depende economicamente da extração ilegal de madeira e ouro e tem sido palco de protestos contra o recente veto do presidente Michel Temer à regularização de grileiros e posseiros dentro de unidades de conservação.

Em reação ao ataque, a presidente do Ibama, Suely Araújo, determinou o bloqueio de todas as serrarias da região de Novo Progresso, a principal cidade do sudoeste paraense. O órgão solicitou o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para apurar o incêndio e reforçar a segurança.

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"É um atentado contra a ação legítima do Estado brasileiro", disse à reportagem o diretor de proteção ambiental do Ibama, Luciano Evaristo.

Ele explicou que o governo não teve prejuízo, já que os veículos ainda não haviam sido entregues e são parte de um contrato de leasing, pelo qual a frota é renovada a cada dois anos. Segundo o diretor, o Ibama continuará usando os carros antigos, sem perder o poder operacional.

Evaristo afirmou que os motoristas das cegonheiras desrespeitaram a orientação do Ibama de passar a noite dentro da base militar da Serra do Cachimbo. Em vez disso, pararam em um polo de exploração ilegal de madeira.

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RETALIAÇÃO

Esse trecho da BR-163 tem sido alvo de bloqueios diários, em reação ao veto de Temer a duas medidas provisórias que reduziriam a proteção do equivalente a quatro municípios de São Paulo, medida aprovada pelo Congresso.

Ao todo, 486 mil hectares seriam transformados em APA (Área de Proteção Ambiental), categoria que permite propriedade privada a atividades rurais. Com isso, grileiros e posseiros que ocupam ilegalmente áreas da Floresta Nacional do Jamanxim e do Parque Nacional do Jamanxim poderiam se regularizar.

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Na última terça-feira (4), manifestantes carregaram uma faixa com os dizeres "TV Globo e Folha de S.Paulo ganham milhões para mentir sobre a MP 756 e sobre os produtores da Amazônia", em alusão a reportagens recentes sobre o caso.

Os manifestantes também criticam o governo norueguês, que já doou cerca de US$ 1,1 bilhão para o Fundo Amazônia, que financia ações de reflorestamento e desenvolvimento sustentável.

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