Museu em Montevidéu reúne artefatos para consumo de maconha
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SYLVIA COLOMBO
MONTEVIDÉU, URUGUAI (FOLHAPRESS) - Numa discreta casa no bairro de Palermo, Montevidéu, funciona há sete meses o Museu da Cannabis.
Para descobri-lo, é preciso prestar atenção na numeração e encontrar uma pequena placa com a inscrição. Toca-se a campainha, alguém a abre e pergunta quem é o visitante.
"É por precaução e porque não queremos chamar a atenção", explica à reportagem o museólogo Miguel Coira. "Vai que alguém entra para nos atacar. Vamos revidar, o museu é um instrumento de batalha política." É nesse espírito que, além da exposição, que reúne aparatos para o consumo de marijuana através dos tempos e suas representações nas artes, o espaço conta também com um jardim para a plantação de maconha, "peyote" e plantas alucinógenas, além de promover debates.
Enquanto isso, Montevidéu vai se enchendo de pequenas lojas de aparatos e produtos para o consumo. É o caso da Hemp Shop, na avenida 18 de Julho, a principal da cidade. Vende seda, tubos para fumar, máscaras, camisetas e sementes e adubo para o cultivo.
"O difícil é lidar com os turistas, que acham que qualquer loja vende maconha e que não conhece a lei. E olha que pusemos o cartaz aí na porta", diz o proprietário, Lucas Reis, apontando para a vitrine, onde se lê: "Não vendemos maconha".