TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Mentor da Lei da Maconha, no Uruguai, cita maior segurança e qualidade

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SYLVIA COLOMBO

MONTEVIDÉU, URUGUAI (FOLHAPRESS) - Secretário-geral da Junta Nacional de Drogas do Uruguai na gestão Pepe Mujica (2010-15), Julio Calzada é o mentor da Lei da Maconha. Em seu escritório, na Prefeitura de Montevidéu, ele falou à reportagem sobre a lei.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

PERGUNTA - A iniciativa da Lei da Maconha não surgiu exclusivamente da esquerda, certo?

JULIO CALZADA - Primeiro vieram as marchas, no início dos anos 2000. Depois, houve três propostas de agrupações de esquerda e uma de Lacalle Pou, do Partido Nacional (liberal). A visão dos liberais era distinta: liberalizar o cultivo, mas sem cuidar do usuário, e penalizar a venda. Já a esquerda ia na linha de regular e tornar o assunto tema de saúde pública.

P - O que fez o debate avançar?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

JC - Começaram a ocorrer mortes violentas. A segurança se tornou a maior preocupação dos uruguaios, embora este seja um dos países mais seguros da América Latina.

P - A crise de 2001 foi um detonador dessa situação?

JC - Foi a partir daí que os índices de pobreza e criminalidade foram aumentando e se abriu espaço para o narcotráfico de países vizinhos. Surgiram cartéis locais, e a onda de violência começou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

P - O que distingue a lei é o fato de o Estado produzir a droga.

JC - Não é algo inédito no Uruguai. Já produzimos nosso álcool para impedir a venda de algo sem qualidade.

P - Não houve correria para o registro dos usuários. A lei não é atraente o bastante?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

JC - Muitos estão esperando para ver como resulta a experiência. Segundo nossos dados, há 160 mil pessoas no país que consomem maconha ao menos uma vez no ano; 70 mil que o fazem todo mês e 30 mil no dia a dia. Que 11 mil estejam registrados e evitem ir a uma boca de fumo já consideraria boa notícia.

P - Por que o sr. espera êxito?

JC - A maconha é legal aqui há quase quatro anos e não há uma epidemia. Não tem muito mais gente consumindo agora do que havia antes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV