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ATUALIZADA - Operação prende mais de 60 PMs suspeitos de elo com tráfico no Rio

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SÉRGIO RANGEL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Ao menos 62 policiais militares foram presos nesta quinta-feira (29) numa ação para desarticular um esquema de corrupção em São Gonçalo, cidade na região metropolitana do Rio. A operação deteve ainda 22 traficantes e mais dois "recolhedores de propinas".

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No total, foram 184 mandados de prisão preventiva expedidos, com 96 PMs indiciados. Entre eles, a maioria era de sargentos e cabos. A patente mais alta entre os detidos é a de um subtenente.

Com 800 homens, o 7º Batalhão da PM, único do município, foi o principal alvo da apuração.

Segundo os investigadores, o esquema envolvia o pagamento de propina por traficantes de 50 comunidades da cidade e rendia cerca de R$ 1 milhão por mês aos policiais. "É um dia triste, mas necessário", disse o secretário de Segurança Roberto Sá.

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Os policiais presos vão responder por organização criminosa e corrupção passiva.

O ESQUEMA

Segundo a investigação, os militares ofereciam uma série de "serviços aos traficantes", que incluíam de aluguel de fuzis até a escolta dos criminosos nos deslocamentos de uma comunidade para a outra da cidade.

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Agentes envolvidos na operação afirmam que o pagamento de propinas era feito até mesmo dentro do batalhão da polícia.

Carros oficiais eram usados para recolher a propina nas bocas de fumo.

De acordo com a Polícia Civil, os PMs também sequestravam traficantes. Caso o resgate, que chegava a R$ 5.000, não fosse pago, os policiais levavam os "reféns" presos para a delegacia.

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Os policiais foram flagrados ainda "assaltando" um ponto de venda de drogas na cidade. Segundo o inquérito, os PMs assumiram o comando do ponto e negociavam os produtos ilícitos por preços menores com os usuários.

O objetivo seria fazer dinheiro rápido.

A operação, batizada de Calabar, é uma das maiores já realizadas envolvendo casos de corrupção entre PMs e traficantes.

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A investigação teve início no ano passado na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo e contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

COMANDANTE

Com 1 milhão de habitantes São Gonçalo é hoje um dos municípios mais violentos do Estado do Rio -tem 30 homicídios para cada 100 mil habitantes, três vezes superior ao índice considerado como epidemia pela OMS (Organização Mundial da Saúde)

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Há seis anos, batalhão da cidade foi cenário de outro crime com envolvimento de policiais.

Em 2014, o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva Oliveira, ex-comandante da unidade, foi condenado a 36 anos de prisão em regime fechado pela morte da juíza Patrícia Acioli, assassinada em 2011.

A juíza atuava contra grupos de extermínio formados por policias militares do batalhão comandado por Oliveira, que era acusado de ser o mentor de seu assassinato.

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Ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, mediante emboscada e com o objetivo de assegurar a impunidade) e por formação de quadrilha armada.

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