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ATUALIZADA - Piloto que desafia chavismo já foi 'James Bond' local

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O homem que sobrevoou prédios públicos de Caracas com um helicóptero no fim da tarde de terça-feira (27) é oficialmente chefe de operações aéreas do CICPC (Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas da Venezuela), mas o piloto Óscar Pérez, 36, também é conhecido por sua incursão no mundo do cinema.

Em 2015, ele participou como ator do filme venezuelano "Morte Suspendida" (Morte Suspensa, em tradução livre), do diretor Óscar Rivas. No longa-metragem, Pérez faz parte de um grupo de policiais do esquadrão de elite em uma operação de resgate de um refém.

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Foi o segundo filme mais visto na Venezuela naquele ano, apesar das críticas da imprensa por retratar policiais quase incorruptíveis, algo distante da realidade do país. Na época, com a fama repentina de sua aparição nas telas, Pérez chegou a ser chamado por um jornal local de "James Bond venezuelano".

"Sou um homem que sai para a rua sem saber se vai voltar porque a morte faz parte da evolução", disse Pérez em uma entrevista a um jornal venezuelano em 2015, durante o lançamento de "Morte Suspendida".

Apesar de ter dito que tinha outros projetos para a incipiente carreira artística, aquele foi o único filme de Pérez. Mas ele se tornou um publicador frequente de vídeos nas redes sociais, muitas vezes exibindo suas habilidades ?num deles, Pérez está de costas para um boneco usado em treinamentos de tiro e, com um espelho, dispara de costas em direção ao alvo. Há vídeos em que ele pratica mergulho; Pérez também é paraquedista.

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Em outras postagens, algumas ao lado de um helicóptero do CICPC muito semelhante ao usado na ação de terça-feira, ele faz poses como se estivesse em combate.

Segundo o governo, Pérez foi piloto de Miguel Rodríguez Torres, ex-ministro do Interior e Justiça. Não se sabe ao certo quando ele passou a criticar o chavismo, nem o alcance de sua influência entre opositores. Num vídeo divulgado nesta terça, ao lado de homens encapuzados e armados, Pérez diz integrar uma "coalizão" de civis e militares que luta "contra a tirania" e pede a "renúncia imediata" de Nicolás Maduro.

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