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Estado holandês é condenado por massacre de Srebrenica

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma Corte de Apelação de Haia, na Holanda, determinou nesta terça-feira (27) que o Estado holandês é parcialmente responsável pela morte de 350 muçulmanos durante o massacre de Srebrenica em 1995, na Bósnia, e ordenou o pagamento de uma indenização.

"A Corte considera que o Estado holandês atuou de maneira ilegal" e "condena o Estado a pagar uma indenização parcial" às famílias das vítimas, declarou o juiz Gepke Dulek.

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O juiz afirmou que os capacetes azuis holandeses facilitaram a separação de homens e garotos muçulmanos, "sabendo que havia um risco real de que teriam um tratamento desumano por parte dos sérvios da Bósnia".

Cerca de 8.000 muçulmanos foram mortos durante o genocídio de Srebrenica. O episódio, considerado a maior atrocidade em solo europeu desde a Segunda Guerra (1939-45), tornou-se símbolo das falhas das operações de paz da ONU nos anos 90 e entrou para a lista de eventos sombrios da história recente.

As tropas holandesas, conhecidas como "Dutchbat", entrincheiradas em sua base, haviam acolhido milhares de refugiados no enclave das Nações Unidas.

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Na época, Srebrenica era um enclave muçulmano numa área ocupada por forças sérvio-bósnias e designada "área segura", protegida pelos capacetes azuis da ONU.

Mas, sob grande pressão, primeiro fecharam as portas aos novos recém-chegados e depois permitiram que os sérvios da Bósnia evacuassem os refugiados. Os homens e os meninos foram então separados e colocados em ônibus.

"Dutchbat deveria ter prevenido esses homens sobre os riscos que estavam correndo e deveria tê-los deixado escolher permanecer no enclave enquanto sua família era evacuada", continuou o juiz.

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No entanto, o Tribunal de Recurso condena o Estado holandês a pagar apenas 30% da indenização reclamada pelas famílias das vítimas, porque "não é certo que essas pessoas não seriam mortas mais tarde, mesmo que tivessem permanecido no enclave".

Um tribunal de primeira instância já havia decidido em 2014 que o Estado holandês era responsável pela morte desses 350 homens e meninos bósnios.

O Estado holandês havia recorrido da sentença, dizendo que ninguém poderia ter previsto um genocídio. Na Holanda, o papel dos ex-capacetes azuis holandeses continua a provocar polêmica.

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Mais de 200 deles também pedem indenização do governo por terem sido enviados a Srebrenica para "uma missão irrealista em circunstâncias impossíveis", segundo as palavras de Jeanine Hennis-Plasschaert, ministra da Defesa.

No total, o montante em indenização seria de aproximadamente 4,5 milhões de euros (cerca de R$ 16,7 mi).

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