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Planalto deve sancionar projeto que libera inibidores de apetite

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DANIEL CARVALHO E GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Palácio do Planalto deve sancionar o projeto de lei que libera a produção, a comercialização e o consumo dos inibidores de apetite feitos a partir das substâncias anfepramona, femproporex e mazindol.

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O projeto aprovado na Câmara na terça-feira (20) é uma reação à proibição feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em outubro de 2011 destes anorexígenos, que são derivados das anfetaminas.

Naquele momento, a agência alegou que, apesar de serem vendidos por décadas, não havia comprovação de eficácia desses medicamentos, além de seus riscos à saúde serem potencialmente em maior grau do que os supostos benefícios. Por isso, a agência recomenda o veto ao projeto de lei.

Das três drogas, só a anfepramona é vendida nos EUA, mas não na Europa ?o mazindol foi retirado dos EUA e da Europa em 1999 e o femproporex nunca foi aprovado nos EUA e foi proibido na Europa em 1999.

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Já a sibutramina foi mantida na decisão de 2011, mas com restrições, como necessidade de prescrição médica especial.

Segundo a reportagem apurou, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ocupa a Presidência da República até este sábado (24), enquanto o presidente Michel Temer cumpre agenda na Europa, tem consultado médicos sobre o assunto. Até o momento, o resultado dessas conversas é favorável à liberação dos remédios para emagrecer.

Se realmente sancionada, a liberação do comércio e consumo desses medicamentos ficará condicionada à apresentação de receita médica de categoria especial (B2).

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Como a Folha de S.Paulo mostrou nesta quinta-feira (22), a liberação divide especialistas.

Para profissionais que atuam na área de obesidade, a volta dos inibidores de apetite aumentará as possibilidades de tratamento.

Atualmente, as opções medicamentosas para o controle da obesidade são sibutramina, orlistat (Xenical), liraglutida (Saxenda) e cloridrato de lorcasserina (Belviq).

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Por outro lado, a liberação autorizada pelo Legislativo pode ferir a autonomia da Anvisa, responsável por regular o mercado de medicamentos.

Para a Anvisa, os remédios causam redução modesta de peso corporal, que não é mantida com a interrupção do tratamento.

Além disso, a agência indica a ausência de evidências de eficácia e os severos efeitos adversos no cérebro e no sistema cardiovascular tornam insustentável a manutenção desses medicamentos no mercado.

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