ATUALIZADA - Maduro quer anular Justiça, diz procuradora-geral da Venezuela
Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, afirmou na noite desta terça-feira (20) que a decisão da Suprema Corte do país de acatar o pedido de abertura de processo contra ela é uma tentativa do governo chavista de anular o Judiciário.
"O Poder Legislativo foi anulado e agora eles pretendem anular o Poder Judiciário. Eles querem anular qualquer dissidência política", afirmou a chefe do Ministério Público, em referência à decisão do tribunal de decretar a Assembleia Nacional em desacato, em 2016, pouco depois da oposição conquistar maioria na casa.
O pedido para a abertura do processo contra a advogada foi feito na semana passada pelo deputado chavista Pedro Carreño, que argumenta que Ortega Díaz mentiu ao assegurar que não respaldou a escolha dos 33 magistrados do TSJ, acusado pela oposição de servir ao governo.
Os magistrados foram designados em dezembro de 2015 pelo Parlamento, então com maioria chavista.
"Talvez se esteja fechando a última porta que resta da democracia, que é o Ministério Público", afirmou a procuradora, ex-aliada chavista.
Ortega Díaz classificou a decisão do TSJ como uma tentativa de "perseguir a dissidência política" e "desmantelar o Estado de direito".
OFENSIVA
O ex-presidenciável e membro da oposição Henrique Capriles pediu nesta quarta-feira (21) que Ortega Díaz "passe para a ofensiva" e exponha as investigações que implicam funcionários do governo Maduro.
"Se o tribunal pretende seguir com a sua ilegitimidade, como você mesma qualificou, não é momento de se colocar na defensiva, e sim de passar à ofensiva. É o momento de expor à opinião pública todos os casos engavetados com os delitos cometidos por funcionários do governo", disse Capriles, em uma rede social.