ATUALIZADA - EI destrói mesquita onde decretou seu califado, diz Iraque
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Militantes do Estado Islâmico destruíram nesta quarta (21) a mesquita Al Nuri e seu emblemático minarete inclinado da Cidade Velha de Mossul, no Iraque, informou o Exército iraquiano.
Foi nessa mesquita construída em 1172 que o líder do EI, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou a criação de seu califado em território iraquiano e sírio, há três anos, após conquistar a segunda maior cidade do Iraque.
A bandeira preta do grupo estava pendurada no topo do minarete de 45 metros desde junho de 2014.
"Nossas forças estavam avançando [...] na Cidade Velha quando, a cerca de 50 metros da mesquita Al Nuri, o EI cometeu um novo crime histórico ao fazer explodir a mesquita", disse o general iraquiano Abdulamir Yarallah, em comunicado.
Há quatro dias, forças iraquianas com apoio de uma coalizão liderada pelos EUA realizam uma ofensiva para tentar retomar o último pedaço da cidade sob o controle dos radicais islâmicos.
O premiê iraquiano, Haider Al Abadi, afirmou que a explosão da mesquita é uma declaração oficial de derrota por parte do Estado Islâmico.
O grupo radical negou a autoria do ataque e acusou as forças americanas de terem destruído a mesquita em um bombardeio aéreo.
Os EUA rejeitaram a acusação. "A responsabilidade por esta devastação está firmemente no lado do EI", disse o major general Joseph Martin, que lidera a coalizão de apoio aos iraquianos.
Ele classificou a destruição da mesquita de "crime contra o povo de Mossul e de todo o Iraque".
Militares iraquianos esperavam reconquistar a histórica mesquita a tempo do Eid al-Fitr, o festival que marca o fim do Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, que neste ano seria celebrado em 25 e 26 de junho.
A queda de Mossul marcaria ainda o fim da parte iraquiana do califado autoproclamado do EI.
Baghdadi abandonou os combates em Mossul e, segundo militares iraquianos e americanos, está escondido em algum ponto da fronteira entre Iraque e Síria.