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Líderes mundiais lamentam morte de Helmut Kohl

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A morte do ex-chanceler Helmut Kohl, 87, arquiteto do processo de reunificação da Alemanha em 1990, foi repercutida por líderes em todo o mundo nesta sexta-feira (16).

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que considera o alemão "um dos grandes homens da Europa e do mundo livre".

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"Artesão da unificação do seu país, Helmut Kohl forjou, junto com François Mitterrand [ex-presidente da França], a unidade da Europa e o reforço da relação franco-alemã", afirmou o presidente francês em comunicado. "Reformador, visionário e unificador, Helmut Kohl marcou a nossa história coletiva".

A chanceler alemã, Angela Merkel, que tem o ex-chanceler como mentor, declarou que Kohl mudou a sua vida "de maneira decisiva" pelo papel que desempenhou durante o processo de reunificação do país. 

"Kohl foi uma sorte para nós alemães", afirmou Merkel em Roma. Ela cresceu na antiga Alemanha oriental, e começou sua carreira política durante a reunificação alemã, em 1990. 

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O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush afirmou que "lamenta a perda de um verdadeiro amigo da liberdade".

"Trabalhar de perto com meu grande amigo para alcançar um fim pacífico para a Guerra Fria e a unificação da Alemanha com a Otan continuará sendo uma das grandes alegrias da minha vida", disse Bush em comunicado. "Helmut era uma rocha."

Gerhard Schroeder, sucessor de Kohl como chanceler, o descreveu como "grande patriota e europeu".

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"A unificação do nosso país e do nosso continente será ligada a seu nome para sempre", afirmou.

Em Bruxelas, as bandeiras europeias foram colocadas a meio mastro em homenagem.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que foi premiê de Luxemburgo enquanto Kohl era chanceler, escreveu em sua rede social que Kohl fará falta.

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"A morte de Helmut me dói profundamente. Meu mentor, meu amigo, o sentido verdadeiro da Europa, ele fará muita falta".

Kohl chefiou a Alemanha Ocidental de 1982 a 1990 e, até 1998, governou a Alemanha reunificada, tornando-se o chanceler democraticamente eleito que permaneceu mais tempo no poder. Ele também influenciou a adoção do euro pela Alemanha.

A saúde de Kohl estava debilitada desde que ele sofreu uma queda em 2008.

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