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Promotoria faz operação para prender líderes de facção criminosa no RN

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Rio Grande do Norte realiza, nesta sexta-feira (16), uma megaoperação em todo o Estado contra o PCC (Primeiro Comando da Capital).

As investigações apontam que a facção criminosa comandava de dentro dos presídios potiguares ações relacionadas ao tráfico de drogas, roubo de veículos, explosões de caixas eletrônicos e assassinatos. Em dois anos, os suspeitos teriam movimentado R$ 6 milhões em 184 contas bancárias.

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O Rio Grande do Norte viveu, em janeiro, um colapso de seu sistema prisional. Uma briga entre facções, entre elas, o PCC, terminou com 26 detentos mortos e uma fuga em massa de 51 presos.

Batizada de "Juízo Final", a operação busca cumprir 21 mandados de prisão, 129 mandados de busca e apreensão e outros 24 de condução coercitiva em 18 cidades, 13 unidades prisionais do Estado e no presídio federal de Porto Velho, em Rondônia.

Cadernos apreendidos pela polícia mostram que os criminosos atuavam de forma organizada. As anotações listavam o nome dos integrantes da facção, data de nascimento, função e número de telefones de cada um deles. Também foram descobertos documentos com dados bancários que ajudaram a comprovar a movimentação milionária dos criminosos.

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte também obteve na Justiça uma multa fixada em R$ 15 milhões contra o serviço de mensagens Whatsapp, do Facebook, por não liberar o conteúdo das mensagens trocadas entre os criminosos. A Folha aguarda um posicionamento da empresa.

CONFERÊNCIAS

Durante as investigações também foram interceptadas "conferências" realizadas por telefone entre os chefes da facção nas quais os presos de praticamente todos os Estados do país se comunicavam.

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A análise dos áudios mostrou que os investigados tinham tarefas bem definidas em relação à prática de crimes, além de acirrarem uma rixa contra o grupo rival, o Sindicato do RN.

Resgate de presos, assaltos, roubo de veículos, tráfico e plano para matar rivais também eram alguns dos assuntos discutidos entre os suspeitos durante o período que tiveram suas ligações telefônicas monitoradas.

Em alguns dos áudios, é possível notar que alguns dos criminosos estavam à frente do tráfico de drogas de dentro dos presídios assim como na Grande Natal e com atuação em Mossoró.

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A operação também identificou a participação de familiares no esquema. Mulheres dos detentos que integram a facção forneciam suas contas bancárias para o grupo movimentar o dinheiro obtido com o crime. Cerca de 184 contas foram usadas, segundo o Ministério Público.

Os alvos da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro.

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