TNOnline

Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Ministro da Justiça argentino diz esperar acordo com Odebrecht

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SYLVIA COLOMBO

BUENOS AIRES, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Justiça argentino, Germán Garavano, disse nesta quinta-feira (15) que o governo ainda tem esperança de chegar a um acordo com a Odebrecht para que esta possa seguir atuando no país, desde que a empresa tenha "boa vontade" em oferecer informações sobre subornos pagos a políticos argentinos e que "se ajuste à nossa legislação".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Segundo o Departamento de Justiça norte-americano, a empresa brasileira teria pago US$ 35 milhões em propinas e caixa dois no país vizinho.

Há, porém, dois entraves que vêm impedindo a chegada a esse acordo. "Um deles é a legislação argentina atual, que não prevê a concessão de benefícios ou de imunidade para responsáveis por crimes de corrupção", disse o ministro.

No momento, há um projeto de lei sobre responsabilidade empresarial que está sendo debatido na Câmara dos Deputados e que contém uma cláusula que permitiria o uso do recurso de delação premiada, em troca de penas reduzidas ou outros benefícios.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na opinião do ministro, porém, a oposição kirchnerista vem colocando impedimentos para seu avanço no Parlamento.

O segundo entrave, de acordo com o governo, é a atuação da Procuradoria, que é a entidade responsável por receber as informações das delações no Brasil e que é conduzida por Alejandra Gils Carbó, ligada ao kirchnerismo.

Atualmente, há uma queda de braço entre o Executivo e a Procuradoria argentina. O primeiro acusa Gils Carbó de encobrir os crimes da Odebrecht que envolvam funcionários da gestão kirchnerista (2003-2015) e de expor apenas aqueles que mencionam os membros do atual governo, como o chefe de inteligência e amigo pessoal de Macri, Gustavo Arribas, mencionado na delação do doleiro Leonardo Meirelles como tendo sido receptor de mais de US$ 800 mil. Arribas nega.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A Procuradoria poderia estar sendo muito mais proativa. Estão adotando uma atitude no mínimo passiva por conta da proximidade com o governo anterior. É decepcionante, porque não está tomando a atitude que a sociedade esperava", disse Garavano.

No começo da semana, uma investigação do jornal "Clarín" afirmou que as propinas, na verdade, ultrapassariam US$ 100 milhões e que envolveriam mais de 40 políticos locais. "Não podemos nem ratificar nem negar essa informação", declarou Garavano.

Ainda nesta quinta-feira (15), está prevista uma visita do procurador-geral brasileiro, Rodrigo Janot, a Buenos Aires. Ele deve encontrar-se com Gils Carbó no final do dia ou amanhã pela manhã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV