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Nova ação de limpeza provoca tumulto na região da cracolândia, em São Paulo

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PAULO SALDAÑA, JULIANA GRAGNANI E MARIANA ZYLBERKAN

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A região da cracolândia voltou a registrar confusão na tarde desta quarta (14), durante nova ação de limpeza. Segundo o comandante da GCM (Guarda Civil Metropolitana) José Aparecido Cesar Filho, líder da operação, o tumulto cresceu quando um traficante teria sido identificado e preso.

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Ainda segundo o comandante, a prisão do traficante causou revolta entre usuários de droga que estavam concentrado na praça Princesa Isabel, conhecida como nova cracolândia. Eles jogaram pedras contra os guardas. Um GCM foi ferido na cabeça.

Durante a operação, um segundo traficante teria sido preso com pedras de crack e uma quantidade de dinheiro. Um usuário, que teria atirado pedras, foi preso também.

Houve uso da cavalaria. Usuários correram pelas ruas no redor. "Os usuários estão sendo usados como escudo pelos traficantes", diz o comandante. "Estamos negociando para que haja ordem".

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Cerca de 200 GCMs participaram da operação. Agentes da Marginal Segura foram deslocadas para a praça.

Houve uso de gás lacrimogêneo e alguns usuários disseram que foram agredidos. Segundo militantes de direitos humanos e usuários, os GCMs jogaram água na lama e impedem que os usuários fiquem no cimento.

"A praça é pública, mas eles só podem ficar na lama", diz Antonio, religioso de uma missão da igreja católica e que acompanha a situação. "Tiraram as barracas que eles se escondiam da chuva e só deixaram eles na lama".

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"É a continuação da política de dispersão, sem nenhum zelo pelos direitos dos usuários", diz Dimitri Sales, membro do Condepe, que chegou no final da tarde para acompanhar a ação.

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A ação desta quarta é semelhante a registrada no início da semana, quando, além de lixo, também foram retirados da praça pedaços de madeira, lonas e objetos que permitem a montagem de barracas.

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A estratégia do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e da gestão João Doria (PSDB) é impedir a montagem de novas tendas no fluxo de viciados, para, assim, reduzir a estrutura do tráfico. As barracas são usadas como esconderijo para a compra e venda de drogas.

Essa nova estratégia passou a ser seguida após duas operações na região da cracolândia em menos de um mês. A primeira, ocorridaem 21 de maio, prendeu traficantes e desobstruiu vias como a alameda Dino Bueno, onde funcionava uma feira de drogas a céu aberto.

A segunda operação ocorreu no último domingo (11), com a retirada de barracas e limpeza da praça, que passou a concentrar os usuários depois da primeira ação policial. Depois de seis horas, os dependentes foram autorizados a retornar à praça após revista e sem lonas, estacas e nada que permita montar novas barracas. Carrinhos também foram proibidos.

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O tenente-coronel da PM Miguel Daffara, que comandou a operação do último domingo, admitiu ser difícil o controle para que novas barracas não sejam montadas no local. "Será uma batalha diária, disse o policial.

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