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'Meus cachorros me salvaram', diz jamaicana que sobreviveu a incêndio

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DIANA BRITO

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - Por volta da 1h desta quarta-feira (14), a jamaicana Kimberley Williams, 31, acordou com o latido dos seus cães. Ao abrir a porta do apartamento, a fumaça escura já tomava conta de todo o corredor no prédio residencial Grenfell Tower, em Kensington, próximo a Notting Hill, em Londres.

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O incêndio no prédio na capital britânica, nesta madrugada, deixou pelo menos seis mortos.

"Na mesma hora, ouvi pelo menos três explosões. Corri com os meus quatro cachorros e não sabia como sair com tanta fumaça e fogo. Foi aí que policiais apareceram e me ajudaram", disse à reportagem a moradora do segundo andar do edifício, que mostrou o celular e o cartão do banco –pertences que conseguiu salvar.

Williams afirmou que o alarme de incêndio do prédio não funcionou e, por isso, muitas pessoas perceberam o incêndio tarde demais.

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"Muita gente gritando. Vi pessoas se jogando pelas janelas. Um bebê e a mãe totalmente queimados. Se não fossem os meus cachorros, eu não estaria aqui", contou emocionada.

Bombeiros e moradores que conseguiram escapar acreditam que o incêndio tenha sido provocado por uma explosão de gás de cozinha no segundo andar do prédio. "Mas ainda tem gente lá dentro", lamentou à reportagem um dos bombeiros que trabalha no local. Às 14h [horário local] desta quarta (10h no Brasil), ainda havia focos do incêndio nos últimos dos 27 andares do prédio. Todas as casas e edifícios do entorno foram esvaziados pelo risco de desabamento do Grenfell Tower.

"Esse prédio tinha uma fita adesiva de enfeite de plástico em toda a área externa -do primeiro ao último andar, que eles consideravam "posh" [chique]. O fogo deve ter se espalhado rápido por conta disso", disse Florence Merle, 49, moradora de uma casa vizinha ao prédio.

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Bob Stone, 63, disse que viu as chamas se espalharem por todo o edifício em menos de dez minutos. "Foi impressionante a rapidez com que o fogo se espalhou", destacou.

Stone precisou deixar sua casa também. "A polícia bateu lá em casa e disse para sair rápido, porque eu corria risco. Só consegui pegar minha carteira, meu celular e minha guitarra".

Ao menos 20 dos feridos estão em estado crítico. Mais de 500 desabrigados e desalojados passaram pela igreja Clement James, localizada no entorno.

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Dezenas de voluntários ajudam as vítimas com mantimentos e atendimento psicológico. Muitas pessoas aguardam sentadas em parques e praças da localidade.

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