Opositores de Putin vão a julgamento após protesto
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os partidários do principal opositor ao Kremlin, Alexei Navalni, condenado na segunda (12) a 30 dias de detenção, começaram a ser julgados nesta terça-feira, um dia após uma jornada de protestos contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, que terminou com mais de 1.700 detenções.
Eles podem ser condenados a 15 dias de detenção ou mais, caso sejam considerados culpados de violência contra as forças de segurança.
Nesta terça, o Kremlin considerou "perigosas" as manifestações anticorrupção."A realização de eventos autorizados, como previsto pela lei, não apresenta perigo (...) O que é perigoso são as manifestações de provocação, isso é perigoso para as pessoas ao redor", declarou à imprensa o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.
O prefeito de Moscou, Serguei Sobianin, foi na mesma linha e chamou de "perigosa provocação" os protestos anticorrupção na capital russa.
Na segunda, milhares de pessoas -4.500, de acordo com a polícia- compareceram ao protesto aos gritos de "Rússia sem Putin" ou "Putin ladrão".
Em Moscou e outras cidades russas, a polícia respondeu com veemência e utilizou cassetetes para dispersar os manifestantes. Os detidos foram transportados em vários ônibus.
Navalni, que espera disputar contra Putin a eleição presidencial de março de 2018, foi detido na saída de seu prédio em Moscou, antes do início do protesto.