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Punk já foi mais que um jeans rasgado combinado a botas de tachinhas

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PEDRO DINIZ

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Antes de ser punk significar gastar horas em frente ao espelho, não comer carne da JBS e usar jeans rasgado no joelho combinado a botas de tachinhas, uma turma de estilistas, músicos e poetas produziu, assim como o movimento hippie nos Estados Unidos, uma das primeiras manifestações da contracultura a ganhar estética própria.

Mais duradoura das tribos urbanas do século 20, o punk vinculou acordes ao estado de espírito jovem por meio de estetas como o produtor Malcom McLaren (1946-2010), ex-empresário do Sex Pistols, a estilista Vivienne Westwood e diversos outros artistas, tanto da música quanto da moda, que deram sobrevida ao estilo baseado no inconformismo.

McLaren e Westwood fundaram em Londres, nos anos 1970, a loja SEX, templo da moda subversiva pregada pelo movimento "anti-establishment".

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Era lá que ídolos daquele tempo, de Sid Vicious (1957-1979) a Mick Jagger, de David Bowie (1947-2016) a Joe Strummer (1952-2002), garimpavam suas camisetas com aplicações de ossos, estampas polêmicas -a de dois caubóis gays seminus foi um escândalo à época- e as famigeradas peças rasgadas.

Do outro lado do Atlântico, o Ramones popularizava a versão americana da "contravenção", o All Star Chuck Taylor, tênis da grife Converse todo feito de lona que até hoje calça músicos e adolescentes com um invólucro rebelde.

Se a união entre estilo e ideologia representou um dos pontos mais interessantes do punk, também sagrou sua maior contradição. O viés anárquico deu lugar ao consumismo, conduzido pelo poder de persuasão da indústria do entretimento combinado ao da moda.

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Entre gel para espetar cabelo, seja ele molhado ou de efeito mate, e xadrezinho escocês de linhas esverdeadas, todo o discurso inconformista foi enlatado, e, vez ou outra, aparece repaginado nas passarelas e nas vitrines de moda popular.

Nas últimas temporadas de Paris, a grife Saint Laurent tem dado cara de luxo ao couro detonado, e a nova sensação da França, a marca Vetêments, recupera o quadriculado nas propostas de alfaiataria.

O punk de butique até virou exposição do Metropolitan Museum, em 2013. A mostra "Do caos à costura" provou como criações de Jean Paul Gaultier, Marc Jacobs, Rei Kawakubo, Nicholas Ghesquière e uma centena de outros designers foram impactadas pelo rolo transgressor de outrora.

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Tem mais. Relatórios de tendências afirmam que o cenário desenhado nos 1970, um triângulo de altos índices de desemprego, desilusão com a paz mundial e conflitos políticos, ou seja, os pavios do pensamento punk, já condicionam o comportamento da nova geração. Vivo, morto ou morto-vivo, a moda não deixará o punk descansar em paz.

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