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Testemunha depõe e diz que médica se recusou a socorrer criança no Rio

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma testemunha confirmou, nesta sexta-feira (9), em depoimento à polícia, que uma médica de 59 anos recusou-se a atender o menino Breno Rodrigues Duarte de Lima, de 1 ano e meio, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A criança morreu pouco depois.

O motorista da ambulância, Robson Almeida, disse em depoimento que a médica estava no início do plantão, na última quarta-feira (7), e não quis prestar atendimento quando soube que se tratava de uma criança. As informações são da Agência Brasil.

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"Enquanto anunciavam a nossa chegada, a doutora perguntou o nome do paciente, quando chegou na idade, ela começou a gritar comigo e colocou o dedo na minha cara, disse 'vamos embora agora', não vou atender criança nenhuma'. Achei um absurdo", disse ele à imprensa do lado de fora da delegacia. "Uma médica estudada, formada, ter agido da forma como agiu. Se houvesse socorrido não teria morrido".

De acordo com a Polícia Civil, a família do menino, que sofria de doença neurológica, diz que chamou uma ambulância para socorrê-lo após ele ter passado mal. Quando a equipe chegou, relata a família, a médica responsável se recusou a atendê-lo, dizendo que seu expediente havia acabado.

O menino morreu por broncoaspiração (aspiração de conteúdo gástrico que, além de causar diversas infecções pulmonares, obstrui as vias aéreas). A polícia já tinha dito na quinta-feira (8) que há indícios dos crimes de homicídio culposo e supressão de documento.

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Outras testemunhas também foram ouvidas nesta sexta, entre elas, a técnica de enfermagem da empresa Cuidar Emergências Médicas e um dos porteiros do condomínio onde a família mora.

Segundo a ouvidoria da prestadora Cuidar, ao chegar ao prédio onde mora a família, a médica disse que não subiria, rasgou o documento do qual constavam as informações do atendimento e pediu que a ambulância fosse embora. No caminho de volta para a base, pediu que o motorista parasse e desceu do carro. A empresa diz que ela será demitida.

Para a mãe de Breno, Rhuana Lopes Rodrigues, a atitude da médica é inexplicável. "Minha pergunta é: Por quê? Será que ela é mãe? Pois nenhuma mãe, mesmo que não fosse médica, não socorreria uma criança." O menino, que sofria de uma doença neurológica, foi enterrado na quinta (8) no Cemitério do Caju, zona portuária da cidade.

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A advogada da médica não compareceu à delegacia e a defesa não foi encontrada para se pronunciar sobre o caso. A Unimed-Rio, que autorizou a internação de Breno e enviou a ambulância, lamentou a morte do bebê e disse que tomará providências para descredenciar imediatamente o prestador do serviço da ambulância e empregador da médica, e que entrará na Justiça contra a empresa por causa da recusa de atendimento.

O Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro) abriu uma sindicância para apurar o caso. O nome da médica não será divulgado, por orientação do Cremerj.

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