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Eleição para Assembleia Constituinte da Venezuela será em 30 de julho

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela), Tibisay Lucena, confirmou nesta quarta-feira (7) que a eleição da Assembleia Constituinte será realizada em 30 de julho.

A data havia sido sugerida na semana passada pelo presidente Nicolás Maduro, que convocou a troca da lei máxima no início de maio. A oposição boicotará a votação, que deu combustível aos protestos contra o mandatário.

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As inscrições de candidatos começaram na semana passada e a coleta de assinaturas que confirmará as postulações termina neste sábado (10). Segundo Lucena, o CNE analisará as candidaturas entre os dias 11 e 15 de junho.

A campanha eleitoral será realizada entre 9 e 27 de julho. O órgão diz ter registrado 55 mil candidaturas. A cifra é contestada pela oposição porque, para chegar à marca, seriam necessárias 19 inscrições por segundo.

Dentre os candidatos, estão membros da cúpula do chavismo, como o deputado Diosdado Cabello, a chanceler Delcy Rodríguez e a primeira-dama, a deputada Cilia Flores. Todos eles renunciaram a seus cargos.

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Nesta quarta (7), Maduro ameaçou prender quem "provoque confusão" na eleição. "Se você no dia da votação provoca uma confusão, vai preso, irmão, e você pode pegar dez anos [de prisão] e ninguém vai te salvar."

Ele, porém, não disse o que quis dizer com confusão. Dias atrás dirigentes da oposição afirmam que vão protestar no dia pleito. Maduro acusou seus rivais de querer sabotar as seções eleitorais.

PROTESTOS

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O processo da Constituinte prossegue apesar da onda de protestos da oposição contra Maduro. Nesta quarta (7), o estudante Neomar Lander, 17, tornou-se o 66º morto ao ser ferido em Caracas.

O governo afirma que o adolescente se feriu ao manipular uma arma de fabricação caseira para atingir os guardas nacionais. Já a oposição diz que ele foi atingido por uma bomba de gás lacrimogêneo dos agentes.

No mesmo ato um jovem ficou cego de um olho ao ser atingido por uma bala de borracha. Em Maracaibo, segunda maior cidade do país, guardas roubaram os equipamentos de sete jornalistas.

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