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Ministro alemão diz que crise do Qatar pode levar à 'Trumpificação' da região

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, expressou nesta quarta-feira (7) preocupação com a crise diplomática entre aliados árabes e o Qatar e advertiu sobre a possibilidade de uma "Trumpificação" nas relações da região.

Na segunda (5), o Qatar teve seus laços rompidos com países do Oriente Médio após ser acusado de financiar terroristas e de apoiar o Irã.

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"Tal 'Trumpificação' das relações é particularmente perigosa em uma região que já está cheia de crises", disse Gabriel ao jornal alemão Handelsblatt, em uma referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em maio, Trump, criticou a Alemanha pelo superavit comercial e o nível de gastos militares, um dia após a chanceler alemã, Angela Merkel, ter levantado dúvidas sobre a confiabilidade dos EUA como aliado.

Já a ruptura das relações da Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, além de Egito e Iêmen, com o Qatar aconteceu duas semanas após uma visita a Riad do presidente americano, que pediu aos árabes e muçulmanos uma mobilização contra o extremismo. As Maldivas, um arquipélago localizado no oceano Índico, e o governo da Líbia sediado no leste do país -que não é reconhecido internacionalmente- também se uniram no boicote ao Qatar.

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"Estou extremamente preocupado com a escalada dramática da situação e as consequências para toda a região", completou Gabriel, que diz estimular os esforços das partes envolvidas para dar fim à crise.

Gabriel advertiu ainda que desentendimentos entre os Estados do Golfo podem enfraquecer a luta da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra o Estado islâmico.

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, por sua vez, que se reuniu com o alemão Sigmar Gabriel, disse que os países do Golfo podem resolver a crise com o Qatar sem ajuda externa.

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Também nesta quarta, os Emirados Árabes Unidos aumentaram a pressão sobre o Qatar, ameaçando qualquer um que expresse simpatia com o vizinho de Golfo Pérsico com até 15 anos de prisão e impedindo a entrada de portadores de passaportes ou vistos de residência do país.

O ministro de Estado para as Relações Exteriores dos Emirados, Anwar Gargash, ameaçou mais restrições, se necessário, e disse que o Qatar precisa assumir compromissos "rígidos" com mudanças nas políticas de financiamento de militantes. O Qatar nega veementemente que oferece tal apoio.

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