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ATUALIZADA - Trump apoia rompimento de países árabes com o Qatar

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou nesta terça-feira (6) seu apoio à campanha diplomática e econômica da Arábia Saudita e de outros países da região para isolar o Qatar, acusado de "apoiar o terrorismo".

Em um inesperado movimento contra o aliado, Trump afirmou que "todos os elementos apontam para o Qatar" em relação ao financiamento do extremismo e que o isolamento do país árabe "pode ser o início do fim do horror do terrorismo".

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Antes, o presidente americano havia atribuído o boicote ao Qatar a sua visita à Arábia Saudita, onde discursou contra o islã radical.

"Durante minha recente viagem ao Oriente Médio, afirmei que o financiamento da ideologia radical deveria parar. Os líderes apontaram para o Qatar -e vejam!", escreveu em uma rede social.

O emirado é acusado de ter laço com a Al Qaeda e o Estado Islâmico, organizações terroristas, e com a Irmandade Muçulmana, classificada como tal por países árabes -embora vários deles, como a própria Arábia Saudita, sejam alvo da mesma suspeita.

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O Qatar nega as acusações.

As declarações de Trump contrastam com o tom conciliador de seu secretário de Estado, Rex Tillerson, que na segunda (5) pediu aos países do Golfo para permanecerem "unidos" e "conversarem sobre essas diferenças".

O Qatar abriga a maior base aérea americana na região, sede do comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio.

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KUAIT

Também nesta terça, o chefe de Estado do Kuait, o emir Sheikh Sabah al-Ahmad al-Jaber al-Sabah, se reuniu com o rei Salman, da Arábia Saudita, para tentar mediar a crise diplomática entre aliados árabes e o Qatar. A Arábia Saudita liderou a iniciativa de isolar o país vizinho.

A decisão abriu a mais grave crise diplomática no golfo Pérsico desde a guerra contra o Iraque, em 1991.

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Não houve nenhuma declaração após o encontro. A agência estatal de notícias saudita afirmou que os dois líderes discutiram o "desenvolvimento de eventos na região" sem, no entanto, oferecer mais detalhes.

Antes do encontro, o chefe do Estado do Qatar, Tamim bin Hamad Al-Thani, conversou com seu colega do Kuait por telefone sobre a crise.

O chanceler Mohammed bin al-Thani disse à emissora qatariana Al Jazeera que o país quer dar ao emir do Kuait o poder de "proceder e comunicar com as partes na crise para tentar conter o problema".

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Numa escalada da tensão regional, a Jordânia anunciou que irá "reduzir presença diplomática" no Qatar e que cancelou o registro local da Al Jazeera, o que implica no fechamento do escritório jordaniano da emissora.

Segundo porta-voz do governo jordaniano, a decisão foi tomada para assegurar a estabilidade, coordenando as políticas dos países árabes, e para "acabar com a crise".

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