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Atentado não deve impactar eleições, dizem analistas

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - O Reino Unido foi alvo de três importantes atentados desde o início do ano, incluindo o ataque deste sábado à noite (3) em Londres.

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Mas, apesar do debate público causado por esses ataques, as eleições de quinta não devem ser determinadas pela segurança ou por sua ausência. Os eleitores decidirão o voto, segundo analistas ouvidos pela Folha, preocupados com outros temas.

As cédulas serão preenchidas, em especial, pela economia e pelo NHS --o serviço de saúde britânico, sobrecarregado nos últimos anos.

Uma pesquisa divulgada pela empresa Ipsos em 1º de junho mostrou que a principal preocupação dos britânicos era o sistema de saúde, com 44% dos votos. O terrorismo teve 32% dos votos.

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As discussões também vão se centrar no futuro do Reino Unido, que deve deixar a União Europeia em meados de 2019 no processo conhecido como "brexit".

Uma reportagem do jornal "Guardian", em parceria com a consultoria política Britain Thinks, investigou a importância da segurança ouvindo eleitores indecisos em seis dos distritos mais disputados, entre eles Birmingham e Cambridge.

Abordados depois do ataque que deixou 22 mortos em Manchester em 22 de maio, os entrevistados afirmaram que não mudariam seus votos, a despeito daquele atentado, o maior desde 2005.

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ISOLAMENTO

Há diversas explicações para a prevalência dos temas econômicos e sociais, apesar da expectativa de que os ataques impactem os eleitores.

Uma delas é a percepção de que os atentados são eventos isolados, diz Helen Fenwick, professora na Universidade Durham e especialista em terrorismo e direito.

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"Não houve grandes ataques durante uma década", afirma. "Isso facilita que outros temas tomem o debate."

Outra explicação é o pouco tempo para que eleitores processem os fatos, como no caso do ataque a Paris três dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, em abril passado.

Apesar de atentados costumarem favorecer partidos mais conservadores, o centrista francês Emmanuel Macron venceu a rival de direita ultranacionalista, Marine Le Pen, com 66% dos votos.

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Quando pensam na segurança do Reino Unido, os eleitores não enxergam, ademais, uma diferença enorme entre os dois candidatos, a conservadora Theresa May e o trabalhista Jeremy Corbyn.

A aposta de May, ainda sem resultados concretos, é apresentar-se como a alternativa mais dura --ela já propôs, por exemplo, rever a legislação de combate ao terrorismo, após dizer que o Reino Unido é tolerante com o extremismo.

"A distância entre May e Corbyn tem diminuído, mas não acho que seja pelos ataques.", diz Fenwick.

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Uma pesquisa da empresa Ipsos divulgada na sexta-feira sugere que os conservadores vão vencer as eleições com 45% dos votos, contra os 40% dos trabalhistas.

A sondagem foi feita de 30 de maio a 1º de junho com 1.046 adultos. A margem de erro é de 4 pontos percentuais em ambas as direções.

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