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ATUALIZADA - May fala em endurecer legislação antiterror

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DIOGO BERCITO, ENVIADO ESPECIAL, E LEÃO SERVA

LONDRES, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, endureceu seu discurso neste domingo (4) ao dizer que "já basta", reagindo ao atentado que deixou ao menos sete mortos na véspera. A facção terrorista Estado Islâmico reivindicou o ataque em uma mensagem divulgada em seu canal oficial, mas não havia evidências de elo com a milícia até a conclusão desta edição.

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A conservadora disse que existe "demasiada tolerância ao extremismo" e, a cinco dias das eleições gerais, sugeriu revisar a legislação vigente para o combate ao terror.

As penas de detenção podem ser aumentadas, e o governo pode implementar novas regulações à internet.

Três homens ainda não identificados atropelaram pedestres na ponte de Londres no sábado à noite e, vestindo coletes explosivos falsos, esfaquearam clientes no vizinho mercado de Borough.

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Eles deixaram 48 feridos, além dos sete mortos. Havia entre as vítimas um francês e uma canadense --esta, identificada pela família como Chrissy Archibald.

Os agressores foram mortos após embate com a polícia, elogiada durante o dia por ter reagido ao ataque em apenas oito minutos.

As autoridades detiveram 12 pessoas na região de Barking, no leste de Londres, durante as investigações.

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May afirmou que não há indícios de uma relação direta entre o ataque de sábado e a explosão em Manchester, que deixou 22 mortos no dia 22, assim como eles não estariam relacionados ao atropelamento na ponte de Westminster, em Londres, em março.

"O terrorismo alimenta o terrorismo, e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e, sim, porque são agressores que copiam uns aos outros utilizando os meios mais ordinários."

May recebeu o apoio do Conselho Muçulmano Britânico, cujo secretário-geral, Harun Rashid, condenou a o extremismo islamita como sendo um "culto da morte".

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"O ataque de hoje nos enraivece a todos. Queremos fazer algo a respeito. É por isso que concordamos com a primeira-ministra. As coisas precisam mudar. Já basta."

As campanhas nacionais à eleição foram suspensas durante o dia, mas devem ser retomadas nesta segunda (5).

HERÓIS

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Circulavam à tarde diversas histórias de heroísmo, tanto de policiais quanto de civis, como um cozinheiro romeno que abrigou 20 pessoas durante a ação. Restaurantes indianos ofereceram comida de graça a quem não conseguisse voltar para casa.

Alguns dos clientes do mercado de Borough fizeram uma barricada dentro de um pub, arremessando mesas contra os agressores e chamando-lhes de "covardes".

Outras duas histórias fizeram sucesso durante o dia: o homem que voltou a um restaurante árabe para pagar a conta, deixada em aberto no ataque, e outro cliente que foi fotografado correndo segurando um copo de cerveja --este foi aclamado como símbolo do espírito londrino.

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TRUMP

O presidente americano, Donald Trump, reagiu ao ataque pedindo que o mundo deixe de ser "politicamente correto" no combate ao terrorismo. Ele aproveitou para insistir em seu controverso veto à entrada de cidadãos de alguns países de maioria islâmica aos EUA.

Trump também criticou o prefeito de Londres, Sadiq Khan, que dissera não haver razões para pânico diante da presença de policiais armados. "Ao menos sete mortos e 48 feridos em um ataque e o prefeito de Londres diz que não há razões para alarme", escreveu. Um porta-voz de Khan disse que "ele tem coisas mais importantes do que responder ao tuíte de Trump".

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