Líder britânica atribui ataque ao extremismo e mantém eleição
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, atribuiu o ataque deste sábado (3) em Londres, que matou sete pessoas, ao "extremismo islâmico" e anunciou que as eleições serão realizadas na quinta-feira, como previsto.
Num pronunciamento feito em frente à sua residência oficial, em Londres, a líder britânica afirmou que as coisas não poderiam permanecer como estavam e que a estratégia para lidar com o terrorismo tinha de ser revista.
May disse que o país enfrenta "uma nova forma de ameaça", na qual os autores dos atentados "copiam uns aos outros" e se inspiram em "uma ideologia do mal do extremismo islamita".
"O terrorismo alimenta o terrorismo e os autores passam ao ato não com base em complôs cuidadosamente preparados, e, sim, porque são agressores que copiam uns aos outros utilizando os meios mais ordinários", disse May em Downing Street após uma reunião extraordinária do comitê de segurança.
O ataque deste sábado foi o terceiro a atingir o Reino Unido em pouco mais de dois meses, após um incidente semelhante na ponte de Westminster, em 22 março, e o atentado que matou 22 pessoas em um concerto pop em Manchester, norte da Inglaterra, menos de duas semanas atrás.
"Nós não podemos e não devemos fingir que as coisas podem continuar como estão", disse a primeira-ministra.
A líder britânica declarou que a campanha eleitoral foi suspensa como um sinal de respeito, mas será retomado na segunda-feira.
"Não podemos permitir que a violência perturbe o processo democrático. As campanhas serão retomadas amanhã e a eleição geral ocorrerá como planejada na quinta-feira", disse.
May ainda listou quatro áreas onde é necessário que ocorram mudanças.
A primeiro é a luta contra a "ideologia do mal" que tem inspirado os recentes ataques, os quais ela chamou de uma perversão do islã e da verdade.
A luta, segundo May, não poderia ser vencida unicamente por meio da intervenção militar, acrescentando que existe a necessidade de defender os valores britânicos pluralistas, superiores a qualquer coisa oferecida pelos "pregadores do ódio".
Em segundo lugar, a primeira-ministra defendeu novas regras para reduzir o espaço dos extremistas na internet.
"Não podemos permitir que essa ideologia tenha um espaço seguro para se reproduzir. Precisamos trabalhar com os governos democráticos aliados para alcançar acordos internacionais que regulam ciberespaço", declarou.
O terceiro ponto, segundo a líder britânica, é fazer mais para identificar e acabar com o extremismo na sociedade britânica.
A última área é a estratégia de contraterrorismo, que, segundo May, precisa ser robustecida e revisada à luz das novas ameaças.