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Dezoito cidades estão em emergência por seca e chuva

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JOÃO PEDRO PITOMBO

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - Da noite para o dia, a terra seca deu lugar à lama e a água barrenta que invadiu as casas e deixou mais de 70 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas.

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As chuvas que caíram no agreste e litoral de Alagoas e Pernambuco nesta semana fizeram com que municípios dos dois Estados vivessem uma situação incomum: estão em situação de emergência por causa da estiagem ou seca e também por causa da chuva.

Na última semana, o Ministério da Integração Nacional reconheceu emergência em 51 cidades alagoanas e pernambucanas. Destas, 18 já estavam com decretos de emergência em vigor por motivo de seca ou estiagem, sendo quatro em Pernambuco e 14 em Alagoas.

O decreto de emergência tem duração de seis meses e permite que os municípios contratem sem licitação para obras emergenciais e para serviços como a contratação de carros-pipa.

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Também permite repasses do governo federal para o município com menos burocracia e maior celeridade.

O acúmulo de mais de um decreto de emergência é legal, já que eles tratam de dois tipos de desastres naturais e dão acesso a recursos de diferentes fundos e programas do governo federal.

A maior cidade em emergência tanto por seca quanto pelas chuvas é Caruaru, principal cidade do agreste pernambucano, com 350 mil habitantes.

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O município está em estado de emergência por causa da estiagem desde janeiro deste ano e também enfrenta racionamento de água, com rodízio no abastecimento de cinco dias com água e 20 dias sem água.

Na última semana, Caruaru recebeu 220 milímetros de chuva, gerando enxurradas, alagamentos e deixando três mortos na zona rural da cidade.

Com as chuvas, o nível da barragem do Rio Prata, que abastece a cidade, subiu de 9,83% de sua capacidade para 55,85% em apenas uma semana. A barragem tem um volume total é de 42 milhões de metros cúbicos.

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Mesmo com o aumento do nível da barragem, a Compesa, empresa estadual de água e saneamento, informa não vai alterar o sistema de racionamento de água da cidade, já que ainda não há segurança hídrica em médio e longo prazo.

Já a cidade de Murici, em Alagoas, acumula nada menos que três decretos de emergência. O primeiro decreto é de janeiro deste ano e foi motivado pela estiagem, o segundo é de fevereiro e tem a seca como motivo. O último veio esta semana com as chuvas.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, os decretos de seca e estiagem tem diferenças: a estiagem é um período prolongado com pouca ou nenhuma chuva. A seca é uma estiagem prolongada na qual a falta de chuva causa grave desequilíbrio hidrológico.

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As outras cidades com decretos de chuva e seca ou estiagem são Barra de Guabiraba, Lagoa dos Jatos e Jurema, em Pernambuco, e Atalaia, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Colônia Leopoldina, Igreja Nova, Joaquim Gomes, Jundiá, Paulo Jacinto, Quebrangulo, Rio Largo, União dos Palmares e Viçosa em Alagoas.

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