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Membros da OEA querem criar grupo para mediar diálogo na Venezuela

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ISABEL FLECK

WASHINGTON, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de chanceleres de países da OEA (Organização dos Estados Americanos), entre eles o Brasil, quer aprovar, nesta quarta (31), em Washington, uma declaração criando um grupo de países para ajudar no diálogo entre governo e oposição na Venezuela.

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A tarefa, no entanto, será difícil. Dois textos deverão ser discutidos pelos chanceleres presentes na reunião extraordinária, na sede do organismo: um redigido por Peru, Canadá, México, EUA e Panamá, que prevê a criação do chamado "grupo de contato" e tem linguagem mais contundente em relação a Caracas, e outro proposto pelos países do Caribe, de tom mais brando e sem a previsão de criação do grupo.

O mais provável é que, durante o encontro, os representantes permanentes dos países presentes tentem mesclar os dois documentos, chegando a um texto aceitável pela maioria. Para ser aprovado, ele precisaria ter dois terços dos votos dos países presentes à reunião.

Segundo fontes da OEA, o ideal seria aprovar o texto por consenso, mas isso incluiria fazer concessões que podem enfraquecer demais a declaração final.

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Os países do Caribe, que reúnem quase a metade dos 34 Estados membros ativos, já se mostraram resistentes à criação do grupo de contato -que também teria que ser aceito por Caracas.

A expectativa é que a Venezuela, que anunciou sua saída do organismo há pouco mais de um mês, não participe do encontro desta quarta. Não está claro ainda se todos os países que apoiam Caracas na OEA -os bolivarianos puxados por Equador, Bolívia e Nicarágua, além da maioria dos caribenhos- estarão presentes na reunião.

O ministro Aloysio Nunes (PSDB) disse que o grupo proposto agora o se assemelharia ao Grupo de Amigos da Venezuela, criado em 2003, por iniciativa do Brasil. O chanceler, inclusive, disse que o país já demonstrou intenção de fazer parte também do esforço agora.

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Além da criação do grupo, serão discutidos em que tom entrarão três cobranças já feitas antes pela OEA em relação à Venezuela: o estabelecimento de um calendário eleitoral, a libertação de presos políticos e o respeito à separação de poderes no país.

Em Washington, o chanceler brasileiro se encontrará ainda com o colega mexicano, Luis Videgaray, o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, e o secretário-geral da OEA, o uruguaio Luis Almagro.

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