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ATUALIZADA - Em encontro no Vaticano, papa pede a Donald Trump que seja um pacificador

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos EUA, Donald Trump, se reuniu nesta quarta-feira (24) com o papa Francisco no Vaticano.

Após cumprimentos tensos, os dois líderes pareciam estar mais relaxados após conversa em particular por cerca de 30 minutos.

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Francisco pediu a Trump que aja como um pacificador no mundo. "Não irei me esquecer do que você disse", respondeu o líder americano.

O republicano presenteou Francisco com uma caixa com livros de Martin Luther King. "Acho que você vai gostar deles, espero que goste", disse.

Já o papa deu a Trump uma pequena escultura de uma oliveira e disse que aquele era um símbolo da paz.

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"Espero que você se torne uma oliveira e construa a paz", disse o papa em espanhol, sendo traduzido por um intérprete.

"Podemos usar um pouco de paz", respondeu Trump. O americano também recebeu e prometeu ler dois textos de Francisco sobre paz e proteção ambiental.

O presidente estava acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, de sua filha mais velha, Ivanka, e de outros membros da delegação do governo dos EUA.

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Foi a primeira vez que Trump e o papa se encontraram.

CRÍTICAS

No passado, o pontífice fez críticas à retórica belicosa do republicano.

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Em maio deste ano o papa disse "sentir vergonha da mãe de todas as bombas", nome dado ao o explosivo mais potente do arsenal não-nuclear dos EUA, usado pelo governo Trump para atacar terroristas no Afeganistão.

No ano passado, durante a campanha eleitoral nos EUA, Francisco criticou a proposta de Trump de construir um muro na fronteira com o México. Ele disse na época que "buscar salvadores que nos defendam com muros é perigoso".

Com a ida ao Vaticano, o presidente americano encerra seu giro pelos centros das três principais religiões monoteístas ?ele passou nos últimos dias pela Arábia Saudita, onde se reuniu com líderes islâmicos, e por Israel.

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O líder americano, que faz sua primeira viagem ao exterior desde que chegou ao poder, segue agora para a Sicília, onde participará de uma cúpula do G7 (grupo das sete principais economias desenvolvidas). Depois, ele irá a Bruxelas para uma reunião da Otan (aliança militar ocidental).

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