Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

ATUALIZADA - Maduro propõe candidatos sindicais e excluir partidos da Constituinte

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou nesta terça-feira (23) sua proposta de regras para a eleição da Assembleia Constituinte. A troca da lei máxima é vista pelo chavista como forma de dar fim à crise política.

Porém, acabou fomentando as manifestações que pedem sua saída, que ficaram mais violentas no último mês e já deixaram 54 mortos. A proposta precisa ser analisada pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Mas o órgão eleitoral, onde só um dos cinco reitores é independente, deve dar aval ao decreto. Das cadeiras, 364 seriam preenchidas de forma universal e 168 por setores sociais, como sindicatos e associações comunitárias. Oito são destinadas aos indígenas.

No primeiro caso, cada município teria um representante, independente da população total. As capitais de Estado, como Maracaibo, elegeriam dois, e o Distrito Capital, que engloba o centro e o oeste de Caracas, teria sete.

Os representantes seriam eleitos nominalmente nos municípios e com lista fechada nos outros casos. Os candidatos deverão obter o apoio de 3% do eleitorado de seu colégio eleitoral para poder se inscrever e concorrer.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pela proposta, os partidos não poderão sugerir postulantes de forma direta, embora não haja veto à participação de seus membros. As regras da coleta de assinaturas serão definidas pelo CNE nos próximos dias.

O órgão eleitoral também será responsável por acertar as normas de representação dos setores sociais. Pelo decreto do governo, será um candidato para cada 83 mil membros de sindicatos e associações comunitárias.

Dentre os setores, estão trabalhadores urbanos, agricultores e pescadores, estudantes, empresários, pessoas com deficiência e aposentados. No caso dos estudantes e trabalhadores, serão divididos em subcategorias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os eleitores deverão se declarar membros de um só dos setores e de apenas uma associação comunitária. Não se sabe como isso será feito, assim como que instituições serão consideradas responsáveis por estes cidadãos.

Ao apresentar o decreto, Maduro criticou a Câmara de Comércio do país e a coalizão opositora MUD ( Mesa de Unidade Democrática) por terem se recusado a negociar e participar do debate da Constituinte.

"Como um cidadão se nega a dialogar? A alternativa é que nos matemos então, qual é alternativa ao diálogo? A alternativa é a democracia, o voto", disse, antes de voltar a acusar a oposição de fomentar a violência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, reiterou a posição da oposição contra o referendo e pediu a seus seguidores que rejeitem a convocação e mantenham a pressão contra o presidente nas ruas.

"A solução é que haja eleições livres para que as pessoas possam decidir o seu futuro, como temos pedido em mais de 50 dias de protestos. Eles querem decidir em que região se vota, quando se vota e em quem".

O ex-presidenciável Henrique Capriles reiterou o chamado para acionar o artigo 350 da Constituição, que determina a rejeição de "qualquer regime, lei ou autoridade que contrarie valores, princípios e garantias democráticas ou desonre os direitos humanos".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

BENEFÍCIO

Com as regras, o governo se beneficia tanto no voto universal como no setorial. A divisão por município dará maior influência ao interior, tradicionalmente mais chavista e mais dependente de programas sociais do governo.

Na eleição de 2015, os distritos eram por população, dando mais margem a um domínio opositor, como aconteceu. Outra regra que prejudica os rivais de Maduro é a exigência de cinco anos de residência no município escolhido.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso dos setores, o CNE pode definir por sindicatos e associações comunitárias governistas, assim como impor a exigência de filiação. Desde o início, a Constituinte é criticada inclusive por aliados do governo chavista.

Em carta na segunda (22) ao governo, a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, afirmou que a troca da Constituição "não é necessária, pertinente nem conveniente" e criticou a falta de eleições universais à Constituinte.

"Longe de contribuir para a desejada reconciliação nacional, geraria um grau elevado de incerteza haja visto o risco e a desconfiança que se produziria", disse Ortega Díaz, que tem criticado o governo desde o início dos protestos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ela considerou uma ruptura constitucional os decretos do TSJ (Tribunal Supremo de Justiça) que tiravam poderes da Assembleia Nacional, estopim para as manifestações, e o modo como os manifestantes estão sendo presos.

Outro que discorda da troca da lei máxima é o magistrado do TSJ Danilo Mojica. "O que está em jogo é a estrutura do Estado e a paz social diante da comoção política que vive o país", disse.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV