Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Geral

publicidade
GERAL

Cannes se entrega à perversão com filme de Haneke e Lanthimos

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

GUILHERME GENESTRETI, ENVIADO ESPECIAL*

CANNES, FRANÇA (FOLHAPRESS) - O Festival de Cannes se abriu para a perversidade com a exibição de "Happy End" e "The Killing a Sacred Deer", dois títulos em competição que reafirmam a sordidez da obra de seus diretores -respectivamente, o alemão Michael Haneke e o grego Yorgos Lanthimos. Em ambos os casos, a repercussão foi abaixo do aguardado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Associe sua marca ao jornalismo sério e de credibilidade, anuncie no TNOnline.

Do primeiro esperava-se um drama que abordasse a questão dos refugiados, tema quente na Europa e que tem refletido na produção do continente. Ao menos, era assim que a imprensa internacional se referia a "Happy End", tendo em vista que Haneke andava filmando em Calais, cidade no norte da França que até o ano passado concentrou um gigante campo de refugiados chamado de "a selva".

Os refugiados até aparecem numa cena chave, mas estão longe de ocupar o coração do filme, que se volta para o retrato de uma família abastada, que é um pouco a epítome da Europa branca.

O universo nesse longa de título irônico ("final feliz") é o típico de Haneke: há espancamento, perversões sexuais, morte de animais, tentativas de eutanásia, comentários xenofóbicos...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O patriarca da família, vivido por Jean-Louis Trintignant, é um octogenário que tenta a todo custo dar cabo da própria vida desde que morreu sua mulher (um eco inegável com o personagem que o ator interpretou em "Amor", filme anterior de Haneke).

Isabelle Huppert vive uma das filhas dele, mais uma mulher durona em seu currículo, e Mathieu Kassowitz faz o outro filho, sujeito que tem de voltar a viver com a filha adolescente, Ève (Fantine Harduin), após a mãe dela sofrer overdose de antidepressivos. Ève registra o cotidiano de sua família por meio do celular -a cena que abre o longa é a tela do que parece ser a câmera de alguma rede social. Outra tela virtual que ocupa boa parte do longa é aquela em que o personagem de Kassowitz troca mensagens eróticas com uma amante.

"Não dá para discutir o mundo hoje sem falar das redes sociais", disse Haneke em entrevista coletiva. "É difícil falar dos tempos atuais sem abordar o quão cegas as pessoas estão para certos temas. Temos a impressão de estarmos mais bem informados, mas na verdade não sabemos nada. Só sabemos o que experimentamos com a prática."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O diretor de "A Professora de Piano" (2001) e "A Fita Branca" (2009) também foi levado a falar da fama de perverso. "Não sou tão mal assim", brincou.

Coube a Fantine encorpar o coro da defesa: "Ele é muito meticuloso, mas é bondoso".

*O jornalista GUILHERME GENESTRETI se hospeda a convite do Festival de Cannes

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Geral

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV