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China mutilou equipe de espionagem da CIA ao matar fontes, diz "NYT"

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) sofreu o maior desmonte de sua rede de espionagem na China com a morte e a prisão de dezenas de agentes, informou neste sábado (20) o jornal "The New York Times".

Integrantes do governo americano consultados pela publicação dizem que se trata da pior falha na inteligência em décadas. As causas da destruição da rede, iniciada pelos chineses em 2010, ainda são desconhecidas.

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Segundo agentes da CIA, pelo menos 12 espiões foram mortos entre as últimas semanas de 2010 e o fim de 2012. Dentre eles, afirmam, um agente infiltrado no governo chinês que foi baleado e morto na frente dos colegas.

Outros oito estariam presos. A brecha começou a ser notada na mesma época em que começaram as baixas, com a queda da qualidade da informação sobre o regime comunista que chegava à cúpula da agência.

Meses depois, perceberam que as fontes infiltradas chinesas estavam sumindo. Isso desatou uma ação de urgência para buscar os responsáveis, que incluiu depoimentos e análises de todos os diplomatas americanos na China.

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Enquanto as fontes eram mortas ou presas, aumentava a pressão do governo do presidente Barack Obama, que reclamava da queda da qualidade da informação. As causas, porém, continuam desconhecidas.

Alguns agentes consideram a hipótese de que uma das principais fontes chinesas tenha traído a CIA, enquanto outros falam em uma invasão do sistema de comunicação criptografado da agência com as fontes.

Os membros do governo consultados pelo "New York Times" dizem que a mutilação foi a maior desde a traição de Aldrich Ames e Robert Hanssen, agentes duplos americanos e russos, nas décadas de 1980 e 1990.

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O episódio é a segunda prova do sucesso do governo chinês em desmontar a espionagem americana. Em 2015 os agentes de Pequim descobriram uma brecha que permitiu o acesso a documentos confidenciais dos EUA.

A CIA coloca a China como uma de suas prioridades, mas a extensa estrutura de segurança de Pequim dificulta a agência a estabelecer nexos para conseguir fazer uma espionagem mais intensa.

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