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Procuradora sueca arquiva acusação de estupro contra Julian Assange

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A promotora de Justiça da Suécia Marianne Ny disse nesta sexta-feira (19) que irá arquivar a investigação de estupro contra Julian Assange, fundador do Wikileaks.

O australiano Assange vive na embaixada do Equador em Londres desde 2012, quando pediu asilo para evitar ser extraditado à Suécia.

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Ele não queria voltar à Suécia por medo de ser extraditado aos Estados Unidos, onde é criticado por ajudar a tornar públicos 500 mil documentos classificados sobre Iraque e Afeganistão e 250 mil comunicações diplomáticas, por meio do site Wikileaks.

Em novembro de 2016 Assange foi interrogado por um procurador sueco na embaixada equatoriana após meses de negociação entre Suécia e Equador. Foi a primeira vez que ele deu a sua versão dos acontecimentos à Justiça.

Segundo a página do Wikileaks no Twitter, com o caso arquivado na Suécia o foco passa ao Reino Unido, que ainda "não confirmou ou negou se já recebeu um pedido de extradição dos EUA".

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Também no Twitter, Assange publicou uma foto sua, sem legenda, poucos minutos após a divulgação da nota da Justiça da Suécia.

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