ATUALIZADA - EUA bombardeiam comboio de soldados pró-Assad na Síria
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Força Aérea dos Estados Unidos lançou bombardeios na Síria nesta quinta-feira (18) contra um comboio que levava combatentes favoráveis ao regime do ditador Bashar al-Assad.
O ataque ocorreu na localidade de At-Tanf, no sul da Síria, perto da fronteira com a Jordânia e o Iraque.
Segundo as autoridades, os veículos estavam se aproximando de uma base da coalizão internacional que combate a milícia radical Estado Islâmico e desrespeitaram uma série de advertências antes de serem bombardeados.
Segundo a coalizão liderada pelos EUA, eles ignoraram até inclusive tentativas de dissuasão feitas pela Rússia, país cujo governo é aliado do regime de Assad.
Grupos de rebeldes sírios apoiados pelos Estados Unidos disseram à agência de notícias Reuters que o comboio atacado levava combatentes do Exército sírio e de milícias xiitas aliadas que contam com suporte do Irã.
Segundo esses rebeldes, o regime sírio tem expandido sua presença em áreas no sul da Síria para poder se conectar a grupos paramilitares xiitas localizados no lado iraquiano da fronteira.
Um comandante do grupo que luta em favor de Assad afirmou também que o bombardeio americano "destruiu apenas um tanque" e tinha como objetivo barrar o avanço do comboio.
Embora os Estados Unidos sejam favoráveis à deposição de Assad, o país não costuma intervir diretamente contra as forças do regime sírio.
A exceção foi no dia 7 de abril, quando o presidente Donald Trump ordenou bombardeios contra uma base aérea na Síria após relatos de um ataque químico que deixou mais de 80 mortos no noroeste do país.
Na ocasião, o republicano responsabilizou o regime de Assad pelas mortes. Já o governo sírio negou a autoria desse ataque.
O bombardeio desta quinta-feira não deve mudar o foco dos Estados Unidos, voltado principalmente a combater o Estado, e não o regime de Assad.
Sob condição de anonimato, um assessor de inteligência do governo americano afirmou que a ação envia uma mensagem a milícias apoiadas pelo Irã de que elas não poderão se aproximar da fronteira com o Iraque.
Iniciada em março de 2011, a guerra civil na Síria já causou a morte de quase 500 mil pessoas.
ESTADO ISLÂMICO
A milícia radical Estado Islâmico atacou nesta quinta (18) vilarejos ao longo da única estrada que liga as cidades de Homs e Aleppo, esta última retomada pelas forças de Assad após meses de um violento conflito com grupos rebeldes.
Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, ao menos 52 pessoas morreram, das quais 25 eram civis (5 crianças).
A maioria da população nessa área segue uma corrente do xiismo, e por isso são considerados infiéis pelo EI, de orientação sunita.Este foi considerado o maior ataque da facção contra os civis nessa área.
