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Movimento contrário à Lei de Migração faz protesto na av. Paulista

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em ato organizado pelo movimento Direita São Paulo, manifestantes contrários à Lei de Migração protestaram na noite desta terça-feira (16), na avenida Paulista.

O grupo carregava faixas com dizeres como "não à nova lei de migração", "não à islamização do Brasil" e "soberania não se negocia, Brasil em primeiro lugar". O ato teve concentração entre a rua Pamplona e a alameda Campinas.

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Em evento criado no Facebook, o movimento prometia atos em outras capitais, como Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), e Campo Grande (MS).

O grupo argumenta que o congresso estaria "legislando contra o povo brasileiro, criando leis que abrem as portas da nação ao terrorismo". Em 18 de abril, o Senado aprovou o projeto da nova Lei de Migração, que revoga o Estatuto do Estrangeiro, legislação de 1980 oriunda do regime militar.

No texto, são definidos direitos e deveres dos migrantes no Brasil, regulando a entrada e permanência de estrangeiros. Entre as mudanças está a desburocratização ao regulamentar estrangeiros que vivem e trabalham em território nacional.

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Após pressão do Ministério da Defesa, Gabinete de Segurança Institucional e Polícia Federal, o presidente Michel Temer (PMDB) decidiu vetar parte do projeto.

PRIMEIRO PROTESTO

No início de maio, outra manifestação organizada pelo mesmo grupo acabou com quatro homens presos em flagrante por lesão corporal, associação criminosa, resistência e lesão corporal majorada.

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Os brasileiros Roberto Gomes Freitas e Nikolas Ereno Silva tiveram todos os flagrantes retirados pelo juiz no dia seguinte ao do protesto, por ausência de provas das outras suspeitas pelas quais foram indiciados.

Já os palestinos Nour Alsayyd e Hasan Zarif responderão em liberdade pelos crimes de explosão e lesão corporal -Alsayyd, também por lesão corporal majorada, por ter agredido e imobilizado um policial militar.

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