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Dados compartilhados por Trump com a Rússia vieram de Israel, diz jornal

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As informações de inteligência compartilhadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com autoridades russas na semana passada foram fornecidas por Israel, informou nesta terça-feira (16) o jornal "The New York Times".

Israel é um aliado histórico dos Estados Unidos no Oriente Médio e foi escolhido como um dos destinos de Trump em sua primeira viagem ao exterior, programada para a semana que vem, desde que chegou à Presidência. A revelação de que os dados compartilhados com a Rússia vêm de Israel pode comprometer as relações entre os dois países.

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Autoridades americanas disseram ao "The New York Times", em condição de anonimato, que Israel havia pedido em ocasiões anteriores que os Estados Unidos lidassem com precaução com as informações compartilhadas.

Israel não confirmou ser é a fonte das informações compartilhadas por Trump com a Rússia.

"Israel tem total confiança em nossa relação de compartilhamento de inteligência com os Estados Unidos e pretende aprofundar essa relação nos próximo anos sob o presidente Trump", disse ao "New York Times", em nota, o embaixador israelense em Washington, Ron Dermer.

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Segundo reportagem do jornal "Washington Post" publicada na noite desta segunda-feira (15), Trump repassou informação altamente confidencial ao chanceler russo, Sergei Lavrov, sobre uma potencial ameaça da milícia terrorista Estado Islâmico relacionada ao uso de laptops em aviões. Lavrov visitou a Casa Branca na semana passada junto ao embaixador russo nos Estados Unidos, Sergey Kislyak.

O compartilhamento de informação teria sido feito sem a permissão do parceiro americano que repassou aos EUA, por meio de um acordo, os dados de inteligência, e poderia comprometer a segurança de um colaborador.

O conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, H. R. McMaster, disse, nesta terça-feira que a conduta de Trump na conversa com os representantes da Rússia foi "apropriada".

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Mais cedo, Trump havia dito que tem "direito absoluto" de compartilhar informações com a Rússia em temas como terrorismo e segurança. O republicano não deixou claro, porém, se de fato repassou dados confidenciais a autoridades de Moscou.

Apesar da sensibilidade das informações que teriam sido compartilhadas, Trump não cometeu irregularidades. Pela lei americana, o presidente tem discricionariedade para lidar com informações de interesse nacional da maneira que achar pertinente.

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