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Bienal de Veneza anuncia vencedores dos Leões de Ouro

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SILAS MARTÍ, ENVIADO ESPECIAL

VENEZA, ITÁLIA (FOLHAPRESS) - Numa cerimônia no Ca' Giustinian, palácio ao lado da praça San Marco, a Bienal de Veneza anunciou na manhã deste sábado (13) os prêmios de melhor artista da mostra internacional, melhor pavilhão nacional e também entregou o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, anunciado antes do início da mostra, à americana Carolee Schneemann.

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O troféu de melhor artista da mostra principal, organizada neste ano pela francesa Christine Macel, foi para o austríaco Franz Erhard Walther, que ocupa grande parte de uma das salas do Arsenale com esculturas em metal e tecido. Ele já participou duas vezes da Bienal de São Paulo, em 1977 e 2014, e tem agora uma retrospectiva no Reina Sofía, museu em Madri dirigido pelo presidente do júri de Veneza neste ano, Manuel Borja-Villel.

Numa disputa acirrada, o prêmio de melhor pavilhão nacional foi para a Alemanha, que teve seu prédio nos Giardini transformado numa espécie de presídio de segurança máxima pela artista Anne Imhof.

Enquanto cachorros bravos rondavam a entrada atrás de grades, lá dentro atores realizavam uma ação exaustiva, entre ficar parado olhando redes sociais no celular a marchar em ritmo militar e até, segundo o catálogo da mostra, se masturbar.

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Em seu aspecto de prisão, numa crítica a sociedades supervigiadas e intolerantes à diferença, o pavilhão vencedor se assemelha ao do Brasil, que ficou com uma menção honrosa, ou seja, o segundo lugar entre as 86 representações nacionais que participam desta Bienal de Veneza.

Ali, Cinthia Marcelle também criou uma espécie de prisão, com um piso inclinado feito de grades que leva o espectador a outra grade no fundo do espaço. A representação brasileira, segundo pessoas próximas do júri, chegou a ser cotada como vencedora, mas o apelo visceral da performance alemã, que formou filas na porta desde o primeiro dia de abertura para VIPs, venceu a disputa.

O Leão de Prata de jovem artista revelação foi para o egípcio Hassan Khan, que fez uma instalação sonora no jardim do lado de fora do Arsenale. Petrit Halijaj, jovem artista de Kosovo, e o já consagrado americano Charles Atlas receberam menções honrosas por sua participação na mostra principal.

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