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ATUALIZADA - Doria culpa CET e diz que ruas de lazer serão mantidas

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LEANDRO MACHADO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta sexta-feira (12) que vai continuar com o programa Ruas Abertas, que promove, aos domingos e feriados, o fechamento de ruas e avenidas da cidade para carros e a liberação das pistas para pedestres.

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O tucano afirmou que houve um "equívoco" da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), que passou a suspender a implantação da medida em algumas vias.

"Já liguei para o secretário de Transportes, Sérgio Avelleda. Houve um equívoco por parte da CET. O programa é bom e vai continuar", disse Doria, em evento na zona sul.

Uma reportagem do jornal 'Folha de S.Paulo' mostrou nesta sexta que, nos últimos meses, a gestão Doria deixou de fechar vias que fazem parte do projeto, como a avenida Sumaré, na zona oeste, que não foi liberada como área de lazer nos últimos dois domingos e no feriado de 1º de maio.

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O projeto criado sob Fernando Haddad (PT) foi iniciado pela avenida Paulista, em 2015, e, após críticas de que só priorizava a região central, acabou expandido para outras 28 vias espalhadas pela cidade. O petista promulgou uma lei oficializando a ação dias antes de sair do cargo.

Neste ano, parte dessas vias, em regiões distintas (zonas norte, oeste e central), não tem mais sido aberta para pedestres e fechada para carros aos domingos e feriados.

A reportagem conversou com moradores e usuários de cinco ruas, de diferentes bairros, afetadas pelas mudanças. Eles dizem que a interrupção ocorreu sem aviso prévio. Em um caso, após reclamação, a prefeitura regional afirmou que a ação estava suspensa.

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A reportagem ouviu de funcionários nomeados pela gestão Doria que estão sendo discutidas mudanças no projeto, batizado por Haddad de Ruas Abertas, e até a possibilidade de acabá-lo. A prefeitura, porém, nega a intenção.

"A impressão que dá é que estão fazendo um desmonte sem alarde", disse a arquiteta Paola Paes Manso, 47. Ela costumava frequentar com os filhos a rua Engenheiro Luiz Gomes Cardim Sangirardi, na Aclimação (região central).

Paola afirma que levava os filhos até a via para andar de bicicleta, já que no parque da Aclimação, ao lado, esse tipo de prática é proibida. "Eu estou perto da Paulista, mas na rua aberta o público é diferente. A gente encontra vizinhos, pais da escola do bairro, propicia de uma humanização do bairro", diz.

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Na quinta-feira (11), a gestão Doria foi questionada, mas não explicou o motivo para a iniciativa ter sido suspensa em diversas ruas, como Engenheiro Luiz Gomes Cardim Sangirardi (Aclimação), Henrique Chamma (Itaim Bibi), Luiz Dumont Vilares (Santana) e Koshun Takara (Jardim Peri).

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