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Celular e álcool são grandes vilões no trânsito 

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Celular e álcool são grandes vilões no trânsito 
Autor Usar o celular enquanto dirige aumenta risco de acidentes. Foto: Ilustração - Foto: Reprodução

Usar o celular enquanto dirige, ou prestar mais atenção nele do que no trânsito, aumentam os riscos de ocorrer uma fatalidade. Dados da Secretaria de Estado da Saúde mostram que, em 2016, o Paraná registrou 9.306 internações na rede pública de saúde, decorrentes de acidentes de trânsito. Foram 2.692 mortes. No mesmo período, o Detran-Pr registrou que 61.200 veículos se envolveram em acidentes de trânsito com vítimas no Estado. 

“O celular chama mais a atenção no trânsito do que o próprio trânsito”, diz Juçara Ribeiro, coordenadora de Educação para o Trânsito do Detran-PR.

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Ela explica que as atitudes tomadas no trânsito são consequência dos padrões e costumes da sociedade. “Antes, convencer as pessoas a usarem o cinto era um problema. Hoje, deixá-las longe do celular é algo que lutamos todos os dias”, enfatiza. 

Outro perigo é o álcool. Em 2016, a maior ocorrência de acidentes não fatais foi de pessoas com a faixa etária entre 18 e 29 anos (16.481 casos). Este é, segundo o Detran-PR, o grupo mais propenso a consumir álcool e dirigir. 

Sob o efeito do álcool, alguns motoristas podem alterar, além da percepção, a personalidade. “O álcool e as drogas fazem com que as pessoas atrás do volante modifiquem suas características. Por vezes uma pessoa pacata passa a ser mais agressiva. Esta é uma das razões de o Brasil ser o quarto país no mundo que mais mata no trânsito, logo atrás de China, Índia e Nigéria”, ressalta Antônio Zanatta Neto, tenente-coronel do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual do Paraná. 

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Balanço
“Os dados preocupam e evidenciam a necessidade de conscientizar a população sobre as causas dos acidentes e as maneiras para diminuí-los”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.No ano passado, o custo com internações por acidentes de trânsito ultrapassou R$ 12,7 milhões. 

Os índices são referentes à primeira entrada no hospital e não consideram necessidades futuras, como próteses ou tratamentos prolongados. 

“Por causa de alguns segundos de distração, toda a vida da pessoa é alterada. Isso gera um custo social que é muito mais maior do que o custo médico. Quanto vale a vida de uma pessoa que se acidenta e não consegue mais exercer sua profissão”, diz o diretor de política de urgência e emergência da Secretaria da Saúde, Vinicius Filipak. HUMANA - Uma das maiores causas dos acidentes é a falha humana. O descuido, o excesso de velocidade e confiança e os exageros na mistura de álcool e direção fazem com que o comportamento social seja um dos principais fatores deste problema. 

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“Um comportamento mais adequado do cidadão que usa o veículo e do pedestre evitaria 95% dos acidentes de trânsito”, afirma o diretor do programa Paraná Urgência, da Secretaria da Saúde, Vinicius Filipak. 

As referências científicas internacionais mostram que 50% das vítimas de acidentes de trânsito morrem na hora do acidente, 30% morrem entre quatro e seis horas após o ocorrido e 20% entram em óbito por complicações após a internação. 

Motocicletas
Do total de acidentes com veículos envolvendo vítimas no Estado, cerca de 32% foram com motocicletas (20.105 casos), conforme dados do Detran. Destes, segundo o SUS, 3.656 geraram internamentos e 642 resultaram em morte do condutor, colocando-as em segundo lugar no ranking dos acidentes. Uma das causas de tantos acidentes com motocicletas se deve a popularização e facilidade de aquisição destes veículos. 

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Com o aumento de motocicletas nas ruas, também foi necessário redobrar a atenção no trânsito.“O grande problema é que se trata de um veículo veloz e vulnerável. Percebemos que muitos condutores não respeitam o Código de Trânsito e extrapolam a segurança, colocando suas próprias vidas em risco”, destacou o tenente do Batalhão de Trânsito, Ismael Veiga.

Atrasado
Samuel Machado, operário de 22 anos, é um clássico exemplo deste perigo. No dia 02 de maio, ele sofreu um acidente. “Eu estava atrasado para o trabalho e ia a uns 90 quilômetros por hora. Fui tentar ultrapassar um caminhão e perdi o controle da moto. Acabei batendo em um poste”, relatou. 

Como resultado do acidente, teve fratura exposta na perna e quebrou o cotovelo. No hospital, há mais de uma semana, o operário ainda não tem previsão de quando poderá ir pra casa, mas já sabe que precisará de sessões semanais de fisioterapia por, pelo menos, seis meses, além de acompanhamento e exames. 

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