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Nova fase da Lama Asfáltica investiga desvios de mais de R$ 150 milhões

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A PF (Polícia Federal) deflagrou na manhã desta quinta (11) a quarta fase da Operação Lama Asfáltica, que recebeu o nome de Máquinas de Lama e investiga organização criminosa que desviou recursos públicos por meio de fraudes de licitações, superfaturamento de obras públicas, aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrupção de agentes públicos. Segundo a PF, o prejuízo aos cofres públicos pode ter chegado a R$ 150 milhões. As informações são da Agência Brasil.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva (quando a pessoa é levada à delegacia para depor e depois liberada), 32 de busca e apreensão, além da apreensão de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas. Cerca de 270 policiais federais cumprem os mandados judiciais em endereços nas cidades sul-matogrossenses de Campo Grande, Nioaque, Porto Murtinho e Três Lagoas; além da cidade de São Paulo e Curitiba.

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De acordo com as investigações da PF, foram detectadas ?novas motivações para o pagamento de propinas aos servidores públicos e a consequente tentativa de lavagem de dinheiro, dentre as quais a obtenção de benefícios e isenções fiscais. A nova fase da Lama Asfáltica é resultado da análise dos materiais apreendidos em fases anteriores, durante fiscalizações, exames periciais e diligências investigativas.

Na primeira fase da operação, ocorrida em julho de 2015, a Polícia Federal identificou doações irregulares para campanhas eleitorais. O grupo criminoso atuava na pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza urbana. O prejuízo aos cofres públicos chegou a R$ 11 milhões, de um total de R$ 45 milhões fiscalizados. Naquela ocasião foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e quatro ordens de afastamento de servidores estaduais, suspeitos de participação no esquema criminoso.

Em maio do ano passado, A PF deflagrou a segunda fase da Lama Asfáltica que investigou contratos que movimentaram mais de R$ 2 bilhões. Os contratos estavam relacionados com obras de pavimentação de rodovias, construção e prestação de serviços nas áreas de informática e gráfica.

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