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ATUALIZADA - Erdogan pede que EUA cancelem envio de armas a curdos

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu nesta quarta (10) que os EUA revertam "sem demora" sua decisão de enviar armas para as milícias curdas que lutam contra a facção radical Estado Islâmico no norte da Síria.

Erdogan também afirmou querer "acreditar que nossos aliados irão escolher permanecer ao nossa lado, e não ao lado de organizações terroristas" e que "combater um grupo terrorista ajudando um outro grupo terrorista é um erro".

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O líder turco disse esperar que a situação seja resolvida até seu encontro com o presidente americano, Donald Trump, na próxima semana, em Washington.

A decisão da Casa Branca de autorizar o Pentágono a fornecer armas às Unidades de Proteção do Povo curdo (YPG), que Ancara considera um grupo "terrorista", foi anunciada nesta terça-feira.

"Está fora de questão que aceitemos" o fornecimento de armas às YPG, reagiu mais cedo o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim.

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As YPG são parte essencial das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança de combatentes curdos e árabes considerada por Washington como a força local mais eficaz para enfrentar o EI.

A Turquia, porém, considera as YPG o braço sírio dos separatistas curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado um grupo "terrorista" por Ancara e seus aliados ocidentais.

"As YPG e o PKK são grupos terroristas, não existe nenhuma diferença entre eles. E cada arma enviada representa uma ameaça para a Turquia", declarou o chanceler turco, Mevlüt Cavusoglu.

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Recentemente, o governo turco intensificou a campanha para conter o avanço dos curdos na Síria e chegou a bombardear posições das FDS, matando combatentes apoiados pelos EUA.

O tema abalou a relação entre os dois países ao mesmo tempo que ilustra a complexidade do conflito sírio.

O distanciamento das estratégias dos Estados Unidos e da Turquia para o conflito na Síria deve contribuir para aproximar ainda mais o governo Erdogan da Rússia, que apoia o regime do ditador sírio, Bashar al-Assad.

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REPRESA

Combatentes das Forças Democráticas Sírias tomaram do Estado Islâmico, nesta quarta-feira, a cidade de Tabqa e sua represa, considerada estratégica. Tabqa é a última cidade antes de Raqqa, reduto do EI e objetivo final da ofensiva feita pela aliança de curdos e árabes sírios.

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