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Morre colecionador de arte Sérgio Fadel no Rio de Janeiro

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dono de uma das coleções de artes plásticas mais importantes do Brasil, o advogado Sérgio Fadel morreu em decorrência de complicações cardíacas após uma cirurgia na manhã desta quarta (10).

Exposta pela última vez no Malba, em Buenos Aires, sua coleção é rica em obras do século 19, de artistas como Victor Meirelles, Pedro Américo, Castagneto; do modernismo, com Sergio Camargo, Franz Weissmann, Amilcar de Castro; e de neoconcretos, como Hélio Oiticica, Lygia Clark e Ivan Serpa.

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Além disso, a coleção conta com importantes obras do século 20 como de Candido Portinari e Di Cavalcanti.

Segundo Jones Bergamin, dono da Bolsa de Arte, Fadel "foi um dos colecionadores mais ecléticos, mais vorazes e mais compulsivos". "Foi um dos maiores do Brasil. Arte era a vida dele."

Para o crítico de arte e curador, Leonel Kaz, o Rio de Janeiro detêm três das mais importantes coleções do Brasil, a do Chateaubriand, que está no MAM (Museu de Arte Moderna) do Rio, a de João Sattamini, no MAC (Museu de Arte Contemporânea de Niterói), e a do Fadel, que está em sua casa.

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De acordo com Kaz, na coleção de Fadel a obra que mais lhe chama atenção é um quadro do século 20 de Di Cavalcanti, "uma mulher em rosa, que eu acho uma obra extraordinária".

Porém, o curador se preocupa com o destino desta coleção "porque esses três colecionadores são garimpeiros da vida presente e conseguiram reunir joias e preciosidades completamente notáveis", e reiterou que Fadel "sempre fez muitos empréstimos da coleção, mas poderia tornar ainda mais públicas essas obras que retratam tanto o espírito e a alma do país."

Ele deixa a mulher, Hecilda, e filhos.

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