ATUALIZADA - Força Nacional envia mais 300 homens ao Rio após alta de crimes
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Diante do agravamento da violência no Rio de Janeiro, a Força Nacional chegou nesta terça-feira (9) com uma tropa de 300 homens ? equivalente a 0,65% do efetivo da Polícia Militar fluminense.
As tropas chegaram durante a tarde ao Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar, em Sulacap, zona oeste da cidade. A unidade servirá como base para a Força Nacional em seu tempo no Rio.
Segundo o Ministério da Justiça, os detalhes para emprego do novo efetivo estão sendo definidos pela SENASP (Secretaria Nacional de Segurança Pública), do ministério, e a Seseg (Secretaria de Estado da Segurança) do Rio de Janeiro.
Há duas semanas, uma ação policial na Cidade Alta frustrou a invasão da área por traficantes. Ao menos duas pessoas morreram.
Dados do ISP (Instituto de Segurança Pública), ligado ao governo estadual, mostram que desde 2009 não é tão alta a taxa de crimes com morte violenta ?
homicídio intencional, roubo seguido de morte, lesão corporal seguida de morte e homicídio após oposição à intervenção policial.
Em 2016, o índice chegou a 37,6 por 100 mil habitantes.
Os 300 homens da Força vão se somar aos 125 que já estão na capital desde dezembro, reforçando a segurança do Palácio Guanabara, sede do governo, e da Alerj (Assembleia Legislativa) ? atuam, por exemplo, em protestos de servidores contra cortes de orçamento por parte do Estado.
O Ministério da Justiça autorizou a prorrogação do emprego da Força Nacional no Rio por 90 dias, a partir desta terça. O prazo poderá ser prorrogado novamente.
Em evento no Rio na segunda (8), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse que o foco da tropa será inteligência. "Precisamos saber onde está o comando do crime e agir cirurgicamente."
Ele afirmou que o socorro federal à segurança pública do Rio custa caro, e que não se pode gastar "em coisas que não são efetivas", citando como exemplo a ocupação do Complexo da Maré, na zona norte da capital fluminense.
As Forças Armadas ficaram lá por 14 meses, até junho de 2015, mas o tráfico continua presente até hoje. "Quando saímos, o Estado não entrou com um conjunto de serviços. O que aconteceu foi que aquilo [o tráfico] voltou."
Jungmann está na Colômbia nesta terça, onde se reúne com representantes locais da área de segurança para falar sobre questões ligadas à fronteira, como tráfico de armas.
Há a preocupação de que, com a desmobilização das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) no país vizinho, as armas usadas pelos ex-guerrilheiros acabem vindo para o Brasil.
